Missão identifica oportunidades para calçado brasileiro no Canadá
O Canadá pode ser um novo mercado para o calçado brasileiro, cuja diversificação de destinos tornou-se ainda mais necessária após o anúncio de nova taxação por parte dos Estados Unidos, de 25% a partir de 22 de julho.
Com população estimada em 41,7 milhões de pessoas e consumo de 150 milhões de pares ao ano, o Canadá é um mercado aberto, diversificado e com espaço real para marcas brasileiras em diversos segmentos, conforme informações apresentadas por Armando Farina e Eduardo von Reisswitz, conselheiros do The South Base e integrantes da Missão Canadá, promovida pelo movimento em junho, na ACI, nesta quarta-feira, 15.
O objetivo do movimento estratégico missão não era vender: era entender o mercado, abrir portas e posicionar o Brasil como fornecedor de calçados. Durante os 10 dias de imersão, foram visitados 05 distribuidores/importadores e mais de 20 redes de lojas nas cidades de Toronto, Montreal e Vancouver. Também foram visitados empresas, lojas, centros comerciais e mais de 10 shopping centers. 12 marcas foram analisadas e apresentadas e foram gerados mais de 15 novos contatos qualificados.
“Conseguimos abrir diversas oportunidades para negociações e parcerias futuras”, enfatizou Farina durante a devolutiva na ACI. Conforme ele, o mercado canadense não é igual ao americano: é mais aberto, receptivo e organizado, além de possuir forte presença de private label e busca por conforto e diferenciação.
Durante a missão, os integrantes verificaram que conforto vende, mocassim continua com grande presença entre os produtos e mule está crescendo em vendas nas lojas. As descobertas incluem ainda que preço é decisivo, couro agrega valor e há espaço real para marcas brasileiras, cujo preço precisa estar a alinhado ao posicionamento do cliente, que busca relacionamento de longo prazo com os fornecedores.
Outras 'descobertas' da missão
- Birkenstock, tradicional marca alemã de calçados, famosa por suas sandálias e socas anatômicas de cortiça, domina as ruas
- Fornecedores europeus são extremamente presentes
- Calçados brasileiros têm pouca presença
- Há muito espaço para crescer
“Mais do visitas e contatos, voltamos com inteligência de mercado, isto é, sabendo exatamente onde estão as oportunidades no Canadá”, destacou Eduardo von Reisswitz. As informações ajudarão a orientar as empresas calçadistas brasileiras em relação ao conhecimento do mercado, à aproximação com os clientes e ao desenvolvimento de produtos e os próximos passos do movimento The South Base, como a participação em eventos estratégicos e o planejamento de uma nova missão ao Canadá.