Recursos do Programa BNDES Emergencial devem ser liberados nos próximos dias
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve liberar nos próximos dias o acesso aos recursos do Programa BNDES Emergencial para pequenas e médias empresas gaúchas localizadas em municípios em estado de calamidade no Rio Grande do Sul.
A liberação é aguardada desde 21 de junho e, segundo a analista de serviços financeiros do Sebrae RS, Patrícia de Lima Bossle, que participou de evento on-line com empresários do setor calçadista nesta terça-feira, 02, vai beneficiar pequenas e médias empresas que já tiveram seu crédito aprovado pelas instituições financeiras conveniadas, tais como BRDE, Banrisul, Bradesco, Badesul, Banco Safra, Sicredi e Cresol. Os recursos destinam-se a três áreas:
Aquisição de máquinas e equipamentos
Valor máximo por cliente: até R$ 300 milhões
Prazo: até cinco anos (até um ano de carência)
Taxa de juros: até 0,6% ao mês
Investimento e reconstrução
Valor máximo por cliente: até R$ 300 milhões
Prazo: até cinco anos (até um ano de carência)
Taxa de juros: até 0,6% ao mês
Capital de giro
Valor máximo por cliente: até R$ 400 milhões
Prazo: até cinco anos (até um ano de carência)
Taxa de juros: até 0,9% ao mês
Para ter acesso aos recursos, as empresas devem obrigatoriamente estar localizadas em municípios em situação de calamidade, condição que é verificada pelo BNDES através de sistemas de geolocalização, e ter sofrido perdas econômicas em decorrência do fenômeno climático. Também devem ter capacidade de manter ou ampliar o número de empregos, que será verificada ao final de quatro meses.
Outras linhas já disponíveis
Pesquisa realizada pelo Sebrae e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) indica que 80% das empresas têm necessidade de crédito para retomar as atividades, mas 78% não conhecem as linhas disponíveis. Uma das linhas mais utilizadas é o Pronampe Solidário, para empresas nos municípios em calamidade. A taxa de juros é de 6% + Selic (totalizando 16,50% a.a.). O prazo de carência é de 24 meses e a amortização deve ser feita em 36 meses (60 meses ao total). O principal atrativo desta linha é a subvenção de 40% sobre o valor do crédito (Ex: R$ 100 mil em crédito: R$ 40 mil de subvenção | R$ 60 mil é valor sobre o qual haverá a incidência de juros).
O valor máximo por CNPJ é de R$ 150 mil e de 60% do faturamento da empresa. Até esta terça-feira, 02, 18 mil operações de crédito haviam sido feitas nesta linha. Devido à grande procura, os recursos disponíveis para Empresas de Pequeno Porte (EPP) esgotaram-se, sem expectativa de volta.
Municípios em estado de emergência
O Pronampe Solidário também é opção para empresas localizadas em municípios em estado de emergência. A taxa de juros também de 6% + Selic (16,50% a.a.), mas o prazo de carência é de 11 meses e amortização deve ser feita em 37 meses (48 meses ao total). O limite é de até 150 mil reais (não considera os valores anteriores tomados do Pronampe), com limite de até 60% do faturamento, mas não há subvenção de 40%.
Outra opção é o PEAC – FGI Solidário, com taxa de juros a partir de 1,18% a.m. e prazo de pagamento até 60 meses + 24 meses de carência. Possui o FGI como fundo garantidor da operação e está disponível para empresas em munícipios em calamidade ou emergência.
Badesul
O Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul) opera uma linha do Novo Fungetur, em parceria com a RS Garanti. O valor máximo é de R$ 200 mil e deve ser aplicado em capital de giro. Há necessidade de oferta de garantia. Outras instituições financeiras também dispõem de linhas de crédito operadas com recursos próprios, tais como Bradesco, Santander, Nu Bank e Banrisul.