Copa do Mundo inspira reflexões sobre inteligência emocional e trabalho coletivo

Por ACI: 17/03/2026

A primeira edição de 2026 do evento Economia e Negócios, promovido pelo Comitê de Serviços da ACI, reuniu participantes na manhã de terça-feira, 17 de março, para debater liderança e desempenho organizacional a partir de um tema de alcance global: a Copa do Mundo. O encontro evidenciou como o universo esportivo pode servir de referência para práticas e estratégias no ambiente corporativo.

Com a palestra “Ano de Copa: qual a nossa Copa?”, a jornalista e psicóloga Débora de Oliveira conduziu os participantes a uma reflexão sobre os desafios e objetivos que mobilizam equipes dentro das organizações. Em um ano marcado pelo imaginário coletivo do mundial de seleções, ela propôs uma analogia direta: assim como no futebol, empresas e profissionais também disputam suas próprias “Copas”, definidas por metas, conquistas e superações, tanto no campo profissional quanto na vida pessoal.

Ao longo da apresentação, Débora destacou que cada empreendimento enfrenta desafios próprios, como crescimento, inovação, liderança, transformação cultural e até sobrevivência. Para alcançar esses objetivos, reforçou a importância de conhecer profundamente as equipes, valorizar talentos individuais e alinhar interesses. “Assim como no futebol, nas empresas a excelência começa nos indivíduos e termina no coletivo”, afirmou.

Cultura de equipe

A palestrante também traçou paralelos entre o esporte de alto rendimento e o mundo dos negócios ao abordar temas como pressão por resultados, cultura de equipe, inovação e saúde emocional. Segundo ela, esses elementos são determinantes para uma performance sustentável, capaz de manter equipes engajadas e organizações competitivas em cenários cada vez mais exigentes.

Um dos momentos de maior interação ocorreu durante uma dinâmica em que os participantes foram convidados a desenhar um “monstrinho” a partir de instruções padronizadas. O resultado evidenciou a diversidade de percepções. “Cada pessoa interpreta o mundo de forma única”, explicou Débora, ao destacar a importância da comunicação clara e da empatia nas relações profissionais. Ela também relembrou episódios marcantes do futebol para reforçar a necessidade de preparo diante das oportunidades.

A importância do equilíbrio emocional foi outro ponto central. Preparação, confiança coletiva e suporte entre colegas foram apontados como pilares de um ambiente de trabalho saudável. “Precisamos ter a casa arrumada, pois é para ela que sempre corremos em uma tempestade”, exemplificou. “Performance não é só técnica, é gestão emocional da pressão”, acrescentou, ressaltando ainda a necessidade de distanciamento em momentos de crise para retomar o controle.

Alinhamento de propósitos

Temas como pertencimento e mentalidade coletiva também ganharam destaque. Para a palestrante, o sucesso de uma equipe, seja no esporte ou nas empresas, está diretamente ligado à capacidade de incluir e valorizar todos os seus integrantes. “Há muitos personagens invisíveis que fazem a diferença. Não é possível focar apenas em quem aparece mais”, observou.

O encerramento foi marcado por uma dinâmica simbólica, em que os participantes passaram uma bola a pessoas que admiravam, promovendo reconhecimento e conexão. “A bola só tem valor quando está em movimento. E o reconhecimento fortalece o grupo”, destacou.

Ao final do evento, a vice-presidente do Comitê de Serviços da ACI, Fabiana Bissolotti, agradeceu a presença do público e reforçou os principais aprendizados do encontro. “Duas lições se destacam: é preciso conhecer as pessoas e investir na comunicação. É esse o propósito do Economia e Negócios: oferecer conteúdo de qualidade e promover conexões que geram valor”, concluiu.

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