Palestrantes inspiram e emocionam participantes do 3° Encontro de Pequenas Empresas

Por ACI: 17/08/2026

Os cases reais de sucesso empresarial apresentados inspiraram e – em alguns momentos – também emocionaram os participantes do 3° Encontro de Pequenas Empresas, que a ACI promoveu nesta sexta-feira, 14, em Novo Hamburgo.

Mais de 90 profissionais ligados a empresas da região estiveram no auditório da entidade para assistir às palestras de Miriam Eloá Rückert, sócia proprietária e diretora da Tenda do Umbu, de Picada Café; Rodrigo Barbosa, mentor e conselheiro de empresas; Cássio Monaco, diretor comercial e de marketing do Monaco Atacado; e Rosane Machado e Lauri Bencke, sócios do Grupo Roma Business Consulting.

Em suas apresentações, os palestrantes destacaram ingredientes da fórmula que faz os pequenos negócios crescerem. Alguns deles são inovação, bons relacionamentos, coragem para seguir em frente quando as coisas estão difíceis, equilíbrio de trabalho e família, investimento em marketing, clareza de onde se quer chegar e acesso a conhecimentos que permitem fazer uma boa gestão financeira e gerar recompensas.

Na abertura, o presidente da ACI, Robinson Klein, destacou a conquista da terceira posição entre as entidades empresariais mais inovadoras da Região Sul e a atuação para impulsionar a cultura da inovação na região. “A semente que plantamos há três anos está gerando resultados”, disse. Klein explicou que inovar é mais fácil para pequenos negócios, mas empresas de todos os tamanhos tornam-se mais competitivas e obtêm melhores resultados com investimentos em inovação de processos, produtos e serviços.

O vice-presidente da Micro e Pequena Empresa da ACI, organizador do evento, Marco Aurélio Copetti, fez o lançamento da Assessoria de Negócios Gratuita, programa de acompanhamento personalizado gratuito para desenvolver micros e pequenos negócios associados à entidade.

Perdas e reinvenção ao logo de 63 anos

Na palestra Da coragem à conquista: uma história de desafios, aprendizados e superação, Miriam Eloá Rückert, narrou a história da Tenda do Umbu, de Picada Café. A pequena tenda de frutas fundada em 1963, à beira da BR-116, é hoje um conhecido ponto de encontro de motociclistas e automóveis a caminho de Nova Petrópolis e outras cidades.

Ao longo de 63 anos, o local fundado pelo avô e pelo  pai transformou-se várias vezes para ‘acompanhar o  fluxo, como Miriam definiu. Superou perdas, mas faz da união familiar sua estratégia para seguir em frente. Também investiu em diversificação de produtos e criou relacionamentos duradouros. Mas produz até hoje uma geleia de morango com a mesma receita, da qual uma pequena amostra foi distribuída aos participantes.

Por algumas vezes, a emoção se fez sentir nas palavras de Miriam. Foi assim ao falar do pai, que sofreu um acidente em 1999, quando a atual sede ainda estava sendo construída. A queda o deixou em estado vegetativo até 2023, quando faleceu. 

“Com base no que pude vivenciar ao longo deste tempo, eu digo que é preciso começar com o que se tem, escutar os clientes, aprender a vender, criar relacionamentos sólidos, estar preparado para mudar e, quando a dúvida for parar ou continuar, a opção deve ser sempre por continuar”, enfatizou.

Novo dinheiro e recompensas

Como gerar um novo dinheiro nos negócios foi o tema da palestra de Rodrigo Barbosa, mentor e conselheiro de empresas. Conforme ele, quem determina o teto do negócio é o gestor com base em suas ideias e ações. “Negócio não muda de patamar se você (gestor) não mudar primeiro”, disse. 

Para evoluir, é preciso abandonar a monovisão e buscar um novo dinheiro, através de planejamento, foco e decisão. Conforme Barbosa, ambientes moldam comportamentos, por isso é preciso sair de ambientes que não influenciam positivamente e adotar novas referências. O sucesso empresarial tem como base a visão, a coragem e a competência do gestor, que, entretanto, precisa equilibrar trabalho e atenção à família. “O principal recurso do empresário não é o dinheiro. É o tempo”, disse.

Pernambucano radicado em São Paulo, o palestrante enfatizou que trabalhar somente pelo dinheiro é 'caro demais' e que não existe empresa rica e família pobre (de atenção do pai). Segundo ele, a empresa somente consegue chegar onde a visão do empresário consegue enxergar e o novo dinheiro já está dentro do negócio: no preço, no produto, o público e no posicionamento. O acesso a ele requer o acionamento da 'roda das alavancas' para gerar caixa exponencial.

Rede de atacado se consolida na região

Na sequência, subiu ao palco do auditório da ACI Cássio Monaco, diretor comercial e de marketing do Monaco Atacado, que abordou o tema Monaco Atacado: os bastidores de um crescimento acelerado. A empresa nasceu em 1986, como um pequeno supermercado familiar no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. A rede passou por grandes transformações até se consolidar no modelo de atacarejo, expandindo-se por várias cidades gaúchas sob a gestão da segunda geração da família.

 A administração está a cargo de Michele, Marcos Vinícius e Cássio Monaco, que conduzem a expansão da marca para municípios como  São Leopoldo, Campo Bom, Parobé e outros. A rede é formada por oito atacados, emprega cerca de 700 colaboradores e prevê receita de R$ 580 milhões em 2026. Conforme Cássio, a maioria das lojas opera em prédios de investidores, que recebem um percentual do faturamento a título de aluguel.

"Nossa previsão é chegar em breve a 12 lojas e a R$ 1 bi de faturamento, além de estar entre as 10 maiores do estado e as 100 maiores do Brasil", revelou Cássio. Conforme ele, o Monaco Atacado não vende somente mercadorias. Vende oportunidades para investidores, espaço em suas lojas, conexão com os clientes,  posicionamento consolidado no mercado regional e muitos atrativos de compra para os consumidores.

Assista aqui a gravação do evento

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Apoio máster: Universidade Feevale  

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