Audiências públicas para revisão do Plano Diretor

Por ACI: 27/04/2026

A reunião mensal do Comitê Infraestrutura nesta segunda-feira, 27, coordenada pelo vice-presidente Maicon Schaab, debateu, entre outras pautas, a retomada das audiências públicas do Plano Diretor Urbanístico e Ambiental de Novo Hamburgo, que irá orientar o crescimento do município na próxima década.

Já foram realizadas cinco audiências, e a sexta está prevista para esta quarta-feira, 29, na Casa de Artes, no Centro da Cidade. Os encontros têm como objetivo aproximar a gestão municipal da comunidade, acolher demandas e construir um planejamento que contemple os interesses da população.

A ACI participa ativamente da revisão do Plano Diretor, assim como o Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Vale do Sinos (Sinduscon), a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Novo Hamburgo (Asaexc) e o Movimento Roessler para Defesa Ambiental.

Principais propostas

A revisão do PDUA estabelece as bases para o crescimento do município, organizando o território a partir de macrozonas e uma nova setorização urbana. Entre as principais propostas, destacam-se a criação de um Corredor Verde, conectando as áreas de proteção ambiental (APAs) Norte e Sul com foco em preservação e mobilidade sustentável; o fortalecimento do turismo, com o objetivo de posicionar Novo Hamburgo como destino regional; e o desenvolvimento integrado de Lomba Grande, consolidando a região como nova área de expansão e potencial econômico. A proposta busca equilibrar crescimento, preservação ambiental e qualidade de vida.

O plano também prevê melhorias no zoneamento, com foco na atração de empresas, no fortalecimento das atividades econômicas e no incentivo ao uso misto dos espaços, aproximando moradia, comércio e serviços. Além disso, atualiza regras fundamentais da construção civil, como índices construtivos, altura das edificações, taxa de ocupação e exigências de permeabilidade, impactando diretamente o mercado imobiliário e o desenho urbano. Instrumentos como outorga onerosa e transferência do direito de construir passam a ter papel importante na regulação do uso do solo.

Outro eixo importante da proposta é o fortalecimento das diretrizes ambientais, especialmente diante dos eventos climáticos recentes. O plano prevê a ampliação de áreas de proteção, maior controle sobre ocupações em áreas de risco e a implementação de soluções como bacias de contenção e sistemas de drenagem sustentável, buscando reduzir os impactos de enchentes e tornar a cidade mais resiliente. (fonte: PMNH)

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