Ata que descreve movimento emancipacionista de Novo Hamburgo é inaugurada na ACI
Por ACI: 02/09/2026
Cem anos após ter sediado a reunião em que foi criada a liga (comissão) para vilamento (emancipação) de Novo Hamburgo, a ACI viveu nesta segunda-feira, 31, um novo momento histórico com a inauguração da cópia da ata que descreve em detalhes como ocorreu o ato promovido por empresários associados em agosto de 1926.
A cerimônia de inauguração da ‘ata que conta uma história’, no corredor de acesso à diretoria-executiva da entidade, reuniu ex-presidentes, presidente e vice-presidentes da atual gestão, o secretário de cultura de Novo Hamburgo, Angelo Reinheimer, colaboradores e outros convidados, como a professora Luisa Friedrich, esposa do ex-presidente Níveo Leopoldo Friedrich e filha de Leopoldo Petry, integrante do movimento emancipacionista e primeiro prefeito eleito de Novo Hamburgo, e os filhos Níveo Leopoldo Friedrich Filho e Nei Friedrich.
Na abertura, o presidente Robinson Klein saudou os participantes e destacou a importância histórica do evento para a entidade e a comunidade. “A criação da comissão pró-emancipação foi a primeira inovação da ACI e, cem anos depois, a entidade celebra a conquista da premiação Campeãs de Inovação por ser uma das três entidades mais inovadoras da Região Sul”, enfatizou.
A inauguração da ata na ACI marca o início oficial da comemoração do Centenário de Novo Hamburgo, que ocorrerá em abril de 2027.
“Essa casa é o local certo onde deve ficar exposta esta cópia da ata, para que as futuras gerações possam apreciá-la”, disse Angelo Reinheimer.
Até a semana passada, não havia nenhuma referência à ata, à qual Reinheimer teve acesso após ser informado pelo diretor do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. “A ata descreve a primeira possibilidade concreta de emancipação do então distrito de São Leopoldo, citando os integrantes da comissão, como eles deveriam atuar para obter apoio e propondo inclusive uma divisão por bairros para a futura cidade”, disse. Conforme Angelo, na época, Novo Hamburgo era uma pequena vila sem nenhuma rua calçada, mas possuía agências de cinco bancos, que se instalaram para atender à pujante indústria coureiro-calçadista que já existia.
O movimento emancipacionista teve início três anos antes. Em 1923, um pedido foi feito por empresários à câmara de vereadores, que o rejeitou. Diante da negativa e da falta de atendimento às demandas pela prefeitura de São Leopoldo, os empresários, liderados por Leopoldo Petry, decidiram seguir em frente. Criaram, em 1924, a Exposição Agroindustrial, em comemoração ao centenário da imigração alemã, que recebeu a visita do então presidente do Rio Grande do Sul, Borges de Medeiros. Na sequência, o grupo fez uma visita a Borges de Medeiros, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, e recebeu apoio e orientações de como proceder para a emancipação, que ocorreu em abril de 1927.