Em manifesto, ACI propõe medidas urgentes para reduzir custo Brasil e mitigar efeitos da crise internacional
Por ACI: 01/04/2026
A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti encaminhou, nesta quarta-feira, 01, manifesto oficial pela redução do custo Brasil e por medidas urgentes diante dos efeitos da crise internacional no país.
No documento enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a entidade expressa preocupação com os impactos crescentes da crise internacional, intensificada pela guerra no Oriente Médio, sobre o ambiente de negócios brasileiro.
A ACI enfatiza que o aumento expressivo dos custos de matéria-prima, energia e logística já afeta diretamente empresas de todos os portes, comprometendo a competitividade, reduzindo margens e colocando em risco empregos e investimentos em todo o país. O cenário atual evidencia o peso do custo Brasil, agravado pela elevada carga tributária e pela lentidão na adoção de respostas concretas por parte do governo federal.
Entre os fatores mais críticos, destaca-se o custo do diesel, insumo essencial para a economia nacional. O transporte de mercadorias no Brasil depende majoritariamente da malha rodoviária, o que faz com que qualquer aumento no diesel tenha efeito imediato e generalizado sobre o preço dos alimentos, os custos industriais, a logística empresarial e o custo de vida da população.
Reivindicações ao governo federal
Diante dessa realidade, a ACI-NH/CB/EV/DI/IV apresenta as seguintes reivindicações urgentes ao governo federal:
1 - Redução imediata da carga tributária sobre o diesel, com revisão dos tributos federais, de forma a aliviar o custo logístico e conter o repasse de aumentos à economia.
2 - Implementação de mecanismos de estabilização de preços dos combustíveis, protegendo o mercado interno de oscilações abruptas causadas por crises internacionais.
3 - Ampliação do acesso ao crédito para o setor produtivo, com condições compatíveis com o atual cenário de pressão de custos (juros reduzidos e prazos adequados).
4 - Incentivo à produção nacional de insumos estratégicos, diminuindo a dependência externa e fortalecendo a indústria brasileira.
5 - Estabelecimento de diálogo permanente com as entidades empresariais, assegurando que decisões econômicas considerem a realidade de quem gera emprego, renda e desenvolvimento.
“Estas medidas não representam privilégios, mas sim condições mínimas para a manutenção da atividade econômica. O enfraquecimento das empresas impacta diretamente toda a sociedade. Sem ações rápidas e efetivas, o país enfrentará consequências severas, como desaceleração econômica, fechamento de empresas, aumento do desemprego e elevação contínua dos preços”, afirma o presidente da ACI, Robinson Oscar Klein.
Conforme o diretor, Fauston Gustavo Saraiva, que também assina o manifesto, a região representada pela ACI-NH/CB/EV/DI/IV é historicamente marcada pelo empreendedorismo, pela geração de empregos e pela contribuição ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil. No entanto, o setor produtivo não pode continuar arcando sozinho com os impactos de crises globais somados às ineficiências internas. “O momento exige responsabilidade, agilidade e compromisso com a economia real. O Brasil precisa apoiar quem produz”, conclui.