ApexBrasil disponibiliza diversas ferramentas para quem quer exportar
O Comitê da Indústria da ACI realizou, na sexta-feira (13), sua reunião-almoço mensal no Espaço Conexão. Conduzido pelo vice-presidente Enorê Antônio Bondan Filho, o encontro reuniu empresários e representantes do setor para discutir temas ligados ao ambiente de negócios, às oportunidades de internacionalização e a pautas institucionais de interesse da indústria regional.
A abertura da reunião contou com a deliberação da ata do encontro anterior, seguida da apresentação de projetos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O convidado Gabriel Isaacsson apresentou iniciativas e programas voltados ao apoio à internacionalização de empresas brasileiras, destacando oportunidades para que indústrias da região ampliem sua presença em mercados externos.
Segundo Isaacsson, o objetivo da apresentação foi demonstrar que entrar no mercado internacional é extremamente benéfico para as empresas. “Queremos sensibilizar os empresários para que utilizem as ferramentas que disponibilizamos”, avaliou.
O propósito central da ApexBrasil, prosseguiu, é ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado global e, ao mesmo tempo, atrair investimentos estrangeiros para fortalecer o potencial econômico do país. De acordo com ele, os resultados obtidos pela agência demonstram o impacto desse trabalho.
Números expressivos
Em 2025, mais de 23 mil empresas foram atendidas pela ApexBrasil, e cerca de 4,8 mil exportadoras receberam apoio direto. Desse total, 72,7% passaram a exportar para novos destinos, e 62,4% lançaram novos produtos no mercado internacional. As empresas apoiadas pela instituição responderam por 44% do valor total exportado pelo Brasil, somando cerca de US$ 153,2 bilhões em vendas externas.
A atuação da ApexBrasil ocorre por meio de uma rede com 25 escritórios no Brasil e no exterior, em parceria com instituições e representações diplomáticas. Esse sistema oferece suporte estratégico às empresas interessadas em exportar, desde a análise de mercados até a promoção comercial. O objetivo, segundo Isaacsson, é elevar o grau de maturidade exportadora das empresas, que pode evoluir desde o estágio de não exportadora até a condição de companhia internacionalizada.
Eixos estratégicos
Entre as principais frentes de atuação da agência estão seis eixos estratégicos: qualificação empresarial, inteligência de mercado, promoção de negócios, expansão internacional, fortalecimento da imagem do Brasil e atração de investimentos estrangeiros. Um dos destaques é o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), desenvolvido em parceria com o Sebrae e sem custos para o empresário. Ele deverá atender cerca de 10 mil empresas nos próximos três anos, com previsão de investimento de R$ 175 milhões em cooperação técnica.
Além da capacitação, a ApexBrasil oferece ferramentas práticas para ampliar oportunidades de negócios internacionais, como rodadas de matchmaking com compradores estrangeiros, participação em feiras e missões comerciais, além de plataformas digitais que conectam exportadores brasileiros a importadores de diversos países. Segundo Gabriel Isaacsson, essas iniciativas buscam aumentar a competitividade das empresas nacionais e abrir novos mercados para produtos brasileiros no cenário global.
Demais assuntos
Na sequência, os participantes também compartilharam comentários e impressões sobre a edição mais recente da Fimec, considerada uma das principais feiras da cadeia coureiro-calçadista da América Latina. O evento foi avaliado pelos integrantes do comitê como muito positivo, especialmente no que se refere à qualidade dos visitantes, que buscaram tecnologia e concretizaram negócios. O clima de otimismo que predominou no evento e a antecipação da abertura oficial para a véspera da mostra foram outros elementos elogiados.
A pauta institucional foi conduzida pelo diretor Fauston Saraiva, que trouxe atualizações sobre temas que impactam diretamente o setor produtivo. Entre os assuntos abordados estiveram a manifestação sobre o debate em torno da escala de trabalho 6x1 e as atualizações relacionadas aos pedágios nas rodovias da região, questões que seguem mobilizando lideranças empresariais e entidades representativas.