Presidente da Brasil-Canadá Câmara de Comércio apresenta informações a calçadistas do Vale do Sinos
Por ACI: 23/09/2026
A ACI recebeu nesta quarta-feira, 23, o copresidente da Brasil-Canadá Câmara de Comércio, com sede em Toronto, Peter Hawkins. Em reunião aberta do Comitê de Internacionalização da entidade, Hawkins compartilhou informações relevantes sobre o cenário econômico e comercial do Canadá e oportunidades de negócios para empresas brasileiras.
Na saudação de abertura, o diretor da ACI, Fauston Saraiva, agradeceu a visita de Peter à entidade e destacou o propósito de ajudar os associados a entender o cenário e expandir os negócios internacionais, especialmente após o novo tarifaço dos Estados Unidos.
O Canadá pode ser um novo destino para o calçado brasileiro. A população estimada em 41,5 milhões de pessoas adquire e consome cerca de 150 milhões de pares ao ano, oriundos principalmente de China, Vietnã e Itália. O mercado aberto e diversificado oferece espaço para marcas brasileiras em diversos segmentos, conforme prospecção feita por integrantes da Missão Canadá, promovida pelo movimento The South Base em julho.
"O Canadá é composto por vários mercados regionais, que são possíveis pontos de ingresso", disse Hawkins, destacando as principais características de cada um:
Ontario - Oportunidades de grande volume, sortimento amplo, atuação omnichannel e disciplina em serviços e preços são fatores importantes.
Quebec - Produtos de moda, design e relevância para o mercado local têm um peso adicional.
British Columbia - A combinação com o clima úmido favorece um estilo de vida voltado para atividades ao ar livre e produtos resistentes às condições climáticas.
Alberta - Uma renda familiar mais alta impulsiona as categorias de produtos voltados para o trabalho e atividades ao ar livre no inverno.
Atlantic Canada - Volumes de pedidos menores favorecem relacionamentos, reposição confiável e produtos versáteis.
Conforme Hawkins, o fato de Novo Hamburgo e o Vale do Sinos já contarem com ativos de exportação pode favorecer os negócios. “A distribuição brasileira é o diagnóstico de exportação, mas, antes de falar sobre o Canadá, é preciso entender o que já funciona no Brasil, como canais, desempenho, execução, disponibilidade e suporte", enfatizou.
Quatro rotas para clientes canadenses
Hawkins também indicou quatro rotas para acesso a clientes canadenses: atendimento direto do Brasil (baixo investimento inicial, mas com desvantagens como entrega lenta, devoluções e surpresas com taxas alfandegárias), marketplaces canadenses (permitem testes de demanda rápida, mas com taxas e propriedade limitada por parte dos clientes), armador e operador logístico (entrega mais rápida e devolução mais fácil) e distribuidor local (favorece relacionamentos, conformidade e realização, mas oferece margem e controle reduzidos).