Governança garante harmonia entre acionistas e colabora para sucesso da Killing

Por ACI: 05/11/2021

O sucesso da Killing nos segmentos de tintas e adesivos não deve-se apenas às bem-sucedidas estratégias de pesquisa & desenvolvimento e comerciais que coloca em prática há 60 anos. Desde 2000, a empresa tem um programa de governança bem-estruturado que define regras de ingresso de familiares e dá suporte à diretoria executiva da companhia, presidida por Milton Killing, um dos nove filhos do fundador, Celestino Killing.

Os detalhes do processo de sucessão foram apresentados nesta sexta-feira, 05, em um webinar, por Gladis Killing, conselheira da empresa, e Geraldine Killing, integrante da terceira geração da família que não atua no dia a dia da companhia. O evento teve como mediador Sérgio Fleck, presidente do Conselho de Administração da Viação Ouro e Prata e consultor especializado em governança para empresas familiares.

Antes de 2000, 90% das ações da Killing estavam em nome de Celestino e os outros 10% em nome dos nove filhos e da esposa. Naquele ano, as ações e bens que faziam parte do patrimônio dos pais foram transferidos aos filhos, que decidiram organizar a sucessão em torno da holding Kielos.

Com o apoio da especialista Magda Elhers, do Instituto Sucessor, a família formalizou o primeiro acordo de acionistas, definindo o papel de cada um, isto é, os que participariam da gestão da empresa e os que ficariam de fora. O desafio era conciliar a harmonia familiar, sempre valorizada pelo fundador, e garantir a continuidade do negócio.

“Percebíamos riscos e decidimos mudar a situação. Foi uma decisão tranquila e acertada. Além de irmãos, aprendemos a ser sócios”, explica Gladis. Conforme ela, com o acordo entre os sócios, foi mantida a união da família e a diretoria executiva teve tranquilidade para comandar a empresa, que possui 2,5 mil produtos e completa seis décadas de atividades em 2022.

Terceira geração

Em paralelo, teve início o processo de preparação da terceira geração da família. Os primeiros passos foram sutis, mas, hoje, algumas das 18 pessoas já atuam em comitês internos da empresa, juntamente com dois sócios (segunda geração) e um advogado.

Em 2014, um novo acordo de sócios foi feito para adequar a gestão da empresa à nova realidade. Na oportunidade, alguns dos integrantes da terceira geração foram escolhidos para fazer parte dele.

Integrantes da terceira geração da família já fazem parte dos comitês internos de branding, financeiro e de sustentabilidade. A cada ano, também, um deles participa do CA como conselheiro observador, numa espécie de preparação para o futuro. Em 2022, pela primeira vez, o CA terá um membro titular da terceira geração. O escolhido será definido no mês de dezembro, entre quatro candidatos, pelos sócios em assembleia geral ordinária.

Atualmente, a empresa é comandada por uma diretoria-executiva, que tem à frente Milton Killing e segue as diretrizes definidas por um Conselho de Administração, presidido por um conselheiro externo (Agostinho Dalla Valle). Dois integrantes da família também são membros do CA, que mensalmente emite um relatório de desempenho. A cada três meses, os sócios participam de uma reunião com o CA, em que tomam conhecimento dos resultados e dos fatores internos e externos que afetam o negócio.

Segundo Geraldine, a confiança é um sentimento muito estimulado entre os primos, que têm em Gladis uma espécie de referência para esclarecer dúvidas e obter orientações. “Governança deve ser um processo leve e pode começar a ser praticada com pequenas atitudes. Deve ser baseada em valores e preservar o sentimento de família, que é algo que meu avô Celestino sempre fez questão de enfatizar”, explica. Conforme ela, os integrantes da terceira geração integram o conselho denominado de Priming e recebem orientações de uma empresa especializada.

“Governança não é um processo imutável. Tem que ser adaptado a cada empresa ou família”, acrescenta Gladis. Conforme ela, confiança entre os sócios e papeis bem-definidos, entre outros fatores, asseguram bons resultados à empresa. Governança não elimina riscos, mas proporciona agilidade e aumenta as possibilidades de se enfrentar situações adversas’, finaliza.

Patrocinadores do webinar: Sicoob MaxiCrédito e Lauermann Schneider Auditoria & Consultoria.

Parceiro – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC)

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