Gestores devem entender, respeitar e apoiar colaboradores da Geração Z

Por ACI: 27/05/2026

A Geração Z, que são pessoas nascidas entre 1997 e 2010, possui mentalidade empreendedora e criativa, por isso é importante força de trabalho para as empresas. Mas os gestores precisam relacionar-se com esse público de forma especial e lhe dar orientação, apoio e feedback.

“É indicado, por exemplo, fazer perguntas sobre como esses colaboradores se sentem e respeitar as suas características”, afirma a professora Adriana Stürmer, da Universidade Feevale, que foi uma das palestrantes do Conecta Regionais: Estância Velha que a ACI realizou nesta terça-feira, 26, no auditório do Müller Centro Empresarial. A atividade teve moderação de Claudio Pozza, diretor da Delta Sistemas e integrante do Comitê Regional da ACI Estância Velha.

Conforme Adriana, a Geração Z não almeja alcançar posições de liderança e privilegia o equilíbrio entre trabalho e emprego. Quer estabilidade no trabalho, mas desconfia do mercado. Tem grande preocupação com a saúde mental e considera essencial o alinhamento entre valores pessoas e propósito da organização.

“Somos pessoas falando com pessoas. Somos diferentes, mas não precisamos nos distanciar. Precisamos de respeito, sensibilidade e orientação”, acrescenta Adriana tendo em vista o convívio, além da Geração Z, de outras gerações no ambiente corporativo.

Importância da cultura organizacional

Também foram palestrantes do evento Daniella Damasio e Rafaella Damasio, sócias fundadoras da Asellas Consultoria. Conforme elas, as empresas não precisam mudar radicalmente seus negócios para atender as demandas da Geração Z (e das outras), mas precisam criar um ambiente onde todas as gerações entendam os objetivos do negócio e queiram fazer parte dele.

“O alinhamento deve ser feito a partir da cultural organizacional, que é eixo integrador entre o que é definido na estratégia e o que acontece na operação. É o conjunto de comportamentos que são aceitos, permitidos e encorajados ao longo do tempo”, destacou.

Segundo Daniella, toda empresa tem a sua cultura, mas em algumas ela não está claramente definida. Por isso, para defini-la, deve-se começar pelos valores que inspiram as pessoas que atuam nela e transformá-los em comportamentos observáveis. A definição é importante inclusive para a Geração Z. Conforme pesquisa apresentada, 48% dos brasileiros dessa faixa etária já recusaram vagas em empresas por conflito de valores, 94% consideram o senso de propósito essencial e 48% já saíram de um emprego por falta de propósito.

A definição da cultura da empresa também a permite avaliar melhor os candidatos no processo de seleção. Numa empresa onde mais de 80% dos colaboradores pertencem à Geração Z, através de roteiro de entrevista comportamental e FIT cultural, houve aumento de mais de 60% nas contratações assertivas.

Como proceder

Definir a cultura que se quer é o primeiro passo. Mas valores só existem na prática quando as lideranças se tornam exemplo e sabem orientar suas equipes. 65% dos GenZ brasileiros esperam que o gestor oriente e apoie, por isso é preciso desenvolver as lideranças em gestão de pessoas. Além de saber dar feedback, o líder também precisa saber reconhecer, e da forma correta. “O líder precisa saber o que reconhecer e o colaborador precisa entender o que o faz ser reconhecido”, destacaram as palestrantes.

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