Especialista reforça que sucesso com IA depende mais de gestão do que de tecnologia
Por ACI: 01/04/2026
A primeira edição de 2026 do Conecta Regionais Ivoti, promovida pela ACI, foi realizada nesta terça-feira, 31, reunindo empresários e lideranças para discutir o uso estratégico da Inteligência Artificial no ambiente corporativo. O encontro teve como destaque a palestra do especialista em inovação, tecnologia e startups Guto Ortac, que abordou o tema “Da curiosidade à decisão: como transformar a IA em vantagem real no seu negócio”.
A abertura foi conduzida pelo presidente da Regional Ivoti da ACI, Jair Roos, enquanto a mediação ficou a cargo do advogado Douglas Trevisol Pinheiro, integrante do comitê. Já o gerente comercial da entidade, Vubio Dalla Vechia, ressaltou a força institucional da ACI, que conta com mais de 1.150 associados e oferece uma ampla gama de serviços voltados tanto aos empresários quanto aos seus colaboradores.
A palestra conduzida por Guto Ortac abordou como a inteligência artificial pode se tornar uma vantagem competitiva real nos negócios. O especialista destacou que o principal problema das empresas não é o atraso tecnológico, mas a desorganização interna, o que impede o uso estratégico da IA. Segundo ele, sem processos e regras claras, a tecnologia tende a gerar erros, assim como um funcionário sem orientação adequada. “Ela precisa fazer parte do nosso negócio e servir para a tomada correta de decisões”, destacou.
Ortac enfatizou que a inteligência artificial não é inteligente por si só, mas depende diretamente da forma como é treinada e utilizada. Ele alertou que muitas empresas utilizam IA apenas para melhorar processos que já não funcionavam, sem repensar a estratégia. Nesse contexto, reforçou que a IA não corrige falhas estruturais, apenas executa comandos, o que pode ampliar problemas existentes quando não há planejamento adequado.
Resultados consistentes
Apesar de a maioria das pessoas já ter experimentado ferramentas de IA, poucas conseguem gerar resultados consistentes no dia a dia. O palestrante destacou que existe uma lacuna significativa entre testar a tecnologia e, de fato, transformar o negócio com ela. Para que a IA gere valor real, é necessário deixar de tratá-la apenas como ferramenta pontual e passar a incorporá-la como parte da tomada de decisão estratégica.
Um dos conceitos centrais apresentados foi o “funil dos 3Rs”, tarefas REPETITIVAS, com REGRAS definidas e que consomem RECURSOS. Essas atividades, como atendimento ao cliente, criação de conteúdo e organização de informações, foram apontadas como ideais para aplicação da IA. Ortac também indicou que áreas como marketing, vendas e atendimento podem se beneficiar da tecnologia, desde que haja processos estruturados e treinamento adequado.
Por fim, o palestrante destacou erros comuns, como começar pela ferramenta em vez do problema, não revisar resultados e utilizar IA sem critérios. Como caminho correto, propôs uma abordagem baseada em clareza de objetivos, entendimento dos processos, uso da IA como apoio e evolução contínua. A principal mensagem reforçada foi que o uso eficaz da inteligência artificial não depende apenas da tecnologia, mas, sobretudo, da mudança de mentalidade por parte das empresas. “Não é sobre tecnologia, é sobre decisão”, concluiu.
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