‘Compra-se cachaça com os olhos e bebe-se com a boca’, diz diretor da Weber Haus
Por ACI: 16/08/2023
Embalagens que chamam a atenção das pessoas pela beleza, cachaça e outros produtos premium, estudo de mercado, aproveitamento das oportunidades que se apresentam, crescimento passo a passo, endividamento menor do que as aplicações financeiras e respeito pelo que é combinado com os clientes. Esses são alguns dos ingredientes da receita de sucesso revelada pelo sócio-diretor da destilaria Weber Haus, Evandro Luís Weber, no Dinner Talking que a ACI promoveu nesta terça-feira, 15, com a coordenação de Gladis Killing.
Fundada em 1948, em Ivoti, a empresa produz 600 mil litros mensais e exporta cachaça e outros produtos para 31 países. No Brasil e em outros países, a empresa redefiniu o jeito de tomar cachaça e atrai para o Rio Grande do Sul a atenção que antes era voltada exclusicamente produtores de Minas Gerais. Para vencer o preconceito contra a bebida, apostou em embalagens diferenciadas e produtos de alta qualidade, suas principais referências. “As pessoas compram cachaça com os olhos e bebem com a boca”, afirmou Evandro, destacando que, ainda que as garrafas sejam copiadas, a empresa é reconhecida por este diferencial. Ao todo, a Weber Haus possui nove marcas, sendo cada uma voltada para mercados específicos no exterior.
Mas Evandro quer ir mais longe. Outros quatro países vão receber os produtos da empresa em breve e o projeto de construção de uma nova fábrica está sendo finalizado. Além de continuar a busca por novos mercados, a empresa investe num programa de incentivo a pequenas destilarias da agricultura familiar nos arredores. Uma delas já produz 20 mil litros/mês com assistência técnica da Weber Haus. “Vamos replicar o modelo, que é desenvolvido em parceria com a prefeitura de Ivoti e a Emater”, disse.
Conforme Evandro, a realidade atual da empresa é muito diferente da de 2001. Até aquele ano, a produção era vendida a bares de Ivoti e Dois Irmãos e o faturamento apenas cobria as despesas. A virada de chave foi quando o diretor decidiu utilizar o sobrenome da família como marca, fazer um curso de comércio exterior e participar de feiras no Brasil e em outros países.
“Os obstáculos não eram só o mercado. Foi preciso provar para a família que podíamos mudar e crescer”, explicou. Conforme o empresário, os pedidos começaram a surgir de diferentes mercados e, hoje, a empresa está presente em países tão diferentes quanto Estados Unidos, China e Japão. O próximo alvo é a Alemanha, que ainda não conseguiu acessar devido, conforme Evandro, ao hábito dos alemães de tomar uma cachaça brasileira de baixa qualidade, que atua no mercado local desde 1967. O ingresso, conforme ele, é uma questão de tempo, como, aliás, foram todas as conquistas anteriores.
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