ACI se posiciona contra o atual projeto do Bloco 1 de concessões rodoviárias do RS

Por ACI: 11/12/2025

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Campo Bom oficializou, nesta quinta-feira, 11, sua posição contrária ao atual projeto do Bloco 1 de concessões rodoviárias do Rio Grande do Sul. A manifestação ocorreu durante uma reunião extraordinária do Comitê da Regional de Campo Bom, que teve como destaque os pedágios previstos para a ERS-239, ponto considerado de grande impacto para as empresas instaladas ao longo da rodovia. O encontro contou com a presença do deputado estadual Joel Wilhelm, que vem articulando uma mobilização do setor produtivo e da comunidade contra a proposta.

Diversos empresários da região, principalmente do “eixo 239”, associados à ACI, também participaram do encontro e se mostraram favoráveis ao posicionamento de Wilhelm, que foi categórico ao classificar o projeto como equivocado. Segundo ele, o pacote não contempla melhorias essenciais para as rodovias da região e ainda apresenta custos operacionais e administrativos “extremamente elevados”. O parlamentar comparou o modelo ao do Bloco 2 — já formatado — e afirmou que os valores previstos no Bloco 1 são “absurdos”. Ele destaca que o plano prevê R$ 6 bilhões em investimentos e uma arrecadação estimada em R$ 15 bilhões ao longo de 30 anos de contrato.

O deputado também convocou empresários e comunidade a intensificar a mobilização contra o projeto. Entre as ações sugeridas estão a assinatura do abaixo-assinado que circula na região e a presença na Assembleia Legislativa no dia 16, a partir das 14h, quando o tema será debatido no Grande Expediente. “O apoio de entidades como a ACI é fundamental neste momento”, enfatizou.

O diretor da ACI, Fauston Saraiva, destacou que a entidade mantém uma postura firme em defesa do desenvolvimento regional, favorável a construção e melhorias nas rodovias, mas alerta que iniciativas desse porte não podem recair sobre a população nem serem implementadas sem amplo debate. “O valor proposto para as tarifas de pedágio é um absurdo. Ele onera de forma excessiva os usuários, reduz a competitividade das empresas e pode comprometer o desenvolvimento regional se não for revisto com transparência e justiça”, avaliou.

A ACI, inclusive, já solicitou ao governo do Estado a apresentação detalhada da planilha de investimentos, com total transparência, para permitir o acompanhamento e a fiscalização por parte das entidades e da sociedade civil.

Como alternativa ao modelo de concessão proposto pelo governo estadual, Wilhelm sugere o uso dos recursos do Funrigs — estimados em R$ 1,5 bilhão — para custear as obras necessárias. A proposta é destinar esses valores à EGR, garantindo melhorias na região sem aumento de impostos e com a criação de apenas alguns postos específicos, localizados em novas rodovias ou trechos duplicados.

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