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Notícias

20/08/2020

O Senado da República escancarou os privilégios absurdos de uma casta de trabalhadores no Brasil

Num cenário em que as garantias de estabilidade e de segurança sanitária mantiveram a maioria do funcionalismo público afastado de seus postos de trabalho, o Brasil garantiu a uma parcela privilegiada de brasileiros uma tranquilidade ímpar no retorno às atividades em meio ao desespero e ao caos vividos pelo setor privado.

Foram perdas da ordem de milhões de empregos, um número por ora incalculável de encerramento de atividades de empresas, frustração de investimentos, cessação de projetos novos e antigos, e dificuldades mercadológicas enormes. Ainda assim as empresas, através do plano do Governo Federal, conseguiram manter milhões de empregos com o sacrifício de redução de horas de trabalho, redução de salário e compromisso com a estabilidade de médio prazo destes empregados, visando a sua continuidade nas empresas.

Os locadores perderam, os contratos de negócios foram repactuados com descontos radicais; enfim: a sociedade produtiva inteira sofreu abalos enormes em sua estrutura e sustentabilidade. O prejuízo fez-se gigantesco nesta, que é a pior hora de uma crise mundial.

Verbas federais foram destinadas à saúde para os estados e municípios em volumes nunca vistos anteriormente.

O Tesouro dispendeu fortunas que estouraram o teto do orçamento para cobrir os gastos com a pandemia, no que tange aos instrumentos para a manutenção de empregos junto às empresas e com o auxílio emergencial para a população que mais necessita deste recurso.

Por isso, a ACI manifesta aqui sua total contrariedade com a derrubada, pelo Senado Federal, do veto presidencial ao projeto de reajuste dos servidores até 2021. Pois nada mais justo que o funcionalismo público arque com este pequeno sacrifício, dando ao menos esta parcela de contribuição para com toda a sociedade que empreende, paga impostos e precisa acreditar num Brasil com um Congresso responsável e temente à ordem fiscal pública, em nome da governabilidade e dos investimentos mínimos num cenário como este presente.

É hora da Câmara dos Deputados fazer valer sua tradição democrática, seu valor e sua responsabilidade, e reverter esta injustiça.

ACI-NH/CB/EV