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Notícias

19/11/2020

'Em recuperação, economia do Brasil pode crescer até 5% em 2021', diz palestrante do Prato Principal On-line

O Brasil registra nos últimos meses recuperação econômica superior à dos países emergentes – o país atingiu em outubro o patamar de 66,7% no Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), que mede as taxas de expansão mensais de produção, novos pedidos, exportações e empregos em todo o mundo – e pode crescer entre 3,5 e 5% em 2021.

A análise foi feita por Fábio Alexandre Jung, sócio da empresa paulista de assessoria financeira One Partners, no Prato Principal On-line desta quinta-feira, 19. Com o patrocínio de Sicredi Pioneira RS e apoio máster de Universidade Feevale, o tradicional evento da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância foi conduzido pelo presidente Marcelo Lauxen Kehl, que, na abertura, saudou os novos associados de outubro, as empresas aniversariantes de novembro e os vice-presidentes, além de destacar recentes ações da entidade.

O presidente também anunciou a realização da próxima edição do Prato Principal, no dia 17 de dezembro, a partir das 11h30min, em formato híbrido, com a palestra do Professor Doutor Cleber Prodanov, reitor da Universidade Feevale, sobre o tema Educação, inovação e as novas perspectivas. “Vamos fechar o ano com chave de ouro, tendo apenas um terço do público presente à Sociedade Ginástica e os demais acompanhando a palestra por plataforma online”, explicou.

Natural de Novo Hamburgo e médico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jung trabalhou em pesquisas na área médica e há 15 anos atua no mercado financeiro, tendo passado por empresas como Deutsche Bank e Merril Lynch, nos Estados Unidos. Residindo atualmente em São Paulo, ele ajudou na elaboração do conceito do sistema de distanciamento social controlado adotado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Para Jung, além de retomar as reformas tributária e administrativa, o país precisa adotar medidas 'mais inteligentes' para conter uma eventual segunda onda de Covid-19, que, ao contrário dos Estados Unidos e de países europeus, onde há um crescimento exponencial do número de novos casos da doença, deve ser mais branda.

“Entre os países emergentes, o Brasil está se saindo muito bem e deve, agora, utilizar estratégias mais inteligentes e sustentáveis, em vez de simplesmente fechar empresas, para fazer frente a um eventual aumento do número de casos e assegurar a continuidade do processo de retomada econômica. As pessoas vivem da economia e tiram seu sustento do trabalho no comércio e na indústria, entre outros segmentos, e é importante que a sociedade se posicione com clareza para evitar novos prejuízos à economia”, alerta.

Vacinas em estágio avançado

Jung enfatiza que os resultados positivos da fase 3 (testes com um grande número de voluntários) do processo de desenvolvimento de novas vacinas contra o coronavírus permitem olhar para 2021 e os anos seguintes com otimismo, em todo o mundo. “A vacina da Pfizer, por exemplo, tem taxa comprovada de eficácia próxima de 95%, o que é absolutamente transformador e sinaliza uma perspectiva de erradicação da doença nos próximos anos”, explica.

As vacinas que no Brasil estão mais próximas da aplicação em larga escala são, segundo Jung, a CoronaVac, a da empresa AstraZeneca e Universidade de Oxford e a Sputinik, de origem russa. Porém, a imunização da população somente deverá, ao que tudo indica, ocorrer no segundo semestre do próximo ano, devido a fatores logísticos e de conservação, entre outros.

Recuperação em "V"

Em todo o mundo, empresas e mercado já entenderam como conviver com o vírus e, enquanto aguardam o fim dos estudos relacioandos à vacina, dão continuidade as suas atividades. Investimentos estão sendo retomados, novos negócios estão ocorrendo e as contratações, sendo retomadas. “Há uma luz no fim do túnel”, destaca Jung. Conforme o palestrante, na China o volume de negócios na bolsa de valores já cresceu 20% após a retomada e, nos Estados Unidos, a economia teve alta de 33% no segundo trimestre, depois de registrar queda de 31% no semestre anterior. Na Europa, as principais economias registram uma recuperação em “V”, mais rápida, ao contrário dos cenários que indicavam uma recuperação, mais lenta, em “U” ou “L”.

O Brasil destaca-se entre os países emergentes, enquanto a Argentina, por exemplo, onde as medidas de combate ao coronavírus têm forte caráter ideológico, vê sua economia enfraquecer e deve fechar o ano com queda de 12% no PIB.  “Radicalização ou politização da doença só atrapalha as ações de combate e causa prejuízos à economia”, finaliza.

Assista a íntegra da palestra aqui