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Notícias

12/06/2020

Um novo fechamento das atividades hasteará bandeira preta em nossa economia por décadas!

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha reconhece o trabalho realizado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, buscando minimizar as dificuldades da área da saúde, e apontando as necessidades mais prementes e urgentes, realizando pesquisas por meio de parcerias científicas e institucionais, indo atrás de alternativas para aquisição e disponibilização de novos leitos. Fundamental uma posição sobre o regramento das bandeiras, designadas pelo governador Eduardo Leite, no que tange à economia gaúcha.

Sob o aspecto econômico, não resta dúvida de que já estamos com a bandeira preta hasteada desde o mês de março.  Foram 20 mil empregos que se perderam em 2019 e 89 mil que “derreteram” em 60 dias, desde o início da crise com a chegada da pandemia, até o mês de maio.

Nossas empresas associadas doaram valores muito expressivos, além de produtos e EPIs para abrandar os efeitos do vírus e os malfeitos sobre os empregos. Buscaram alternativas locais para produzir, lutaram para não desempregar e afirmamos sem medo: são empresas que realmente vieram em socorro da sociedade e mostraram seus melhores predicados nesta hora.

O Governo Federal, mesmo com um abalo na arrecadação, segurou empregos, com a medida do auxílio emergencial junto às empresas e o repasse dos R$ 600,00, que devem ser prorrogados por mais dois meses, aos que mais necessitam nesta hora. Foi um exemplo isolado na América Latina, assegurando a manutenção momentânea de mais de oito milhões de empregos.

O lockdown parcial, que iniciou na metade de março aqui no RS, prometia resguardar-nos e prevenir a população e a saúde contra os rigores do inverno e em prol de uma travessia mais segura neste exato período. Ficamos por 60 dias assistindo a demissões, fechamento de empresas e o pedido do “Fique em Casa” resignadamente, civilizadamente. Tudo em prol do abrandamento e retorno das atividades nos dias mais frios.

A exportação de couro e calçado sofreu uma redução de 49,4% dos produtos e maio. Foi o pior ano, desde 2005. Já são 10.400 desempregados no setor, desde 15 de março.

Empresa que morre, não retorna na imensa maioria dos casos.

Dos 23 setores da indústria de transformação, 20 apresentaram queda no mês de maio.

O que aconteceu, então?

Agora, já nas primeiras semanas de baixa temperatura, voltamos à possibilidade de novo lockdown, por bandeiras com travas mais duras ainda. Se chegarmos na bandeira vermelha, além da semana que estará em vigor, pelas novas regras, teremos outra a seguir, totalizando 15 dias parados. A dificuldade das empresas será gigantesca, muitas não irão suportar.

Então fica a liberdade crítica da pergunta: o sacrifício da nossa economia bastou? A quarentena que deveria nos possibilitar o retorno agora se prova ineficaz para retomada. Já perdemos 10.330 postos de empregos só na indústria calçadista.

Tivemos um sem número de empresas fechadas e muitas que estão lutando além da razão financeira para permanecerem abertas.

Concluímos que o isolamento, mesmo com os seus méritos indubitáveis, não nos trouxe uma solução conforme se imaginava. Agora, temos 314 novos leitos de UTI, respiradores e milhões do Governo Federal para os municípios. Será que não estamos novamente antecipando as novas e rigorosas travas técnicas, considerando que esse é exatamente o momento para que os prefeitos instalem UTIs e respiradores, utilizando estes novos recursos em prol da saúde?

Temos apenas 70,1% de ocupação dos leitos de UTIs no RS.

Por estas razões, e pelo nosso excelente diálogo com o senhor Governador Eduardo Leite, e por todos os postos de emprego que estão em jogo nesta hora, apelamos para a máxima sensibilidade do nosso Governo Estadual.

Estendam o prazo para a aplicação das bandeiras e novas travas, ante a instalação efetiva das novas UTIs e respiradores.

Antes que a nossa economia gaúcha acabe por falta de horizontes.

ACI-NH/CB/EV