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19/10/2021

Presidente Marcelo Lauxen Kehl destaca ações e conquistas em quatro anos de mandato

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Em sua manifestação na abertura do evento em comemoração aos 101 anos da ACI, o presidente Marcelo Lauxen Kehl agradeceu ao empresário Guilherme Benchimol, às autoridades presentes, à equipe de colaboradores e aos voluntários que se dedicam à causa da entidade. E destacou as principais ações e conquistas ao longo de seus quatro anos de mandato, bem como perdas que a entidade teve, como a morte dos ex-presidentes Olívio Jacobus e Ricardo Petry e do diretor Marco Aurélio Kirsch.               

“Procurei, nestes quase quatro anos em que ocupo a presidência, deixar de lado um enfoque pessoal em minhas ações e manifestações e abordar os assuntos sempre de um modo macro, falando pela entidade, em nome dela e de todos nós, seus associados. Agora, quando faltam 74 dias para o fim desta minha passagem (lembro ao Consed que temos 10% deste mandato a cumprir e que vamos fazê-lo muito bem!), permito-me usar um tom mais pessoal, pois pretendo, também, falar das minhas sensações como voluntário em uma entidade deste quilate”, disse.

2018

“O primeiro ano como presidente foi marcado pelas eleições. E nós tratamos de trazer a discussão sobre temas relevantes para o país para dentro de nossa casa, abrindo as portas da mesma aos candidatos que quisessem expor-nos suas ideias e ouvir o que tínhamos a dizer. Passaram por nosso auditório cinco candidatos à presidência (dentre eles, o atual presidente) e outros tantos candidatos ao governo do estado (dentre eles, Eduardo Leite), além de dezenas de candidatos a outros cargos.”

2019

“As coisas acalmaram-se em termos políticos, com o início das novas administrações no estado e no país, deixando o eleitorado na expectativa do que viria pela frente. Tivemos a aprovação da reforma da Previdência e da Lei da Liberdade Econômica, as quais defendemos há muito tempo e, para tratar delas, trouxemos diversos representantes do governo federal. E foram extintos os famigerados e icônicos 10% extras sobre a multa do FGTS, algo que há mais de uma década a entidade defendia, uma herança maldita dos governos anteriores, que não tinha mais nenhum motivo para existir além da voracidade arrecadatória tão comum a governos em todos os níveis. No estado, foi aprovada a reforma da previdência do funcionalismo público e o novo código ambiental, ambos com nosso apoio presencial, inclusive, e, em Novo Hamburgo, passamos pelo suplício causado pelas reformas do Centro, mas que nos legaram uma cidade melhor. Reformamos nossa sede (ficou linda!) e atualizamos nossa identidade visual, pois a anterior tinha 20 anos e já estava muito datada.”

2020

“Começamos o ano com tudo, porque sabíamos que seria o ano da recuperação econômica, após a recessão de 2014 e 2015 e o crescimento pífio dos anos seguintes, e que nossos associados precisariam de nossa ajuda neste processo. E veio a pandemia. Vimos que nossos associados precisariam, sim, e muito, de nós, mas por um motivo diferente. O medo da morte pela doença desconhecida, os negócios fechados levando ao desespero pela falta de recursos para pagar as contas e a desesperança acometendo a todos. Imediatamente, formamos nosso Gabinete de Gestão de Crise e reforçamos nossas estruturas de atendimento ao cliente, não ficando nem um dia sem dar-lhes assistência.

A pandemia trouxe o colapso ao mundo. Não há como minimizar as mais de 600 mil mortes no país pela Covid, nem deixar de reconhecer que foi muito difícil para todos nós, cidadãos e administradores públicos, cada um com suas perdas e dificuldades. Vimos muitos erros no combate a ela, advindos daqueles que achavam que não era nada demais e dos que acreditavam que era o fim de tudo, onde o componente ideológico tomou conta da discussão e tornou pior algo que já era muito ruim. Procuramos nos manter como uma ilha de bom senso em meio a esta tempestade, mesmo nos momentos mais difíceis e controversos. Propusemos alternativas ao simplismo do “fechem todos os negócios/fiquem em casa/se pegarem Covid, esperem chegar ao estado crítico para ir ao hospital”, batalhamos por aumento de recursos para a saúde, trabalhamos para que vacinas fossem disponibilizadas, inclusive via compra privada, entramos com ações judiciais visando dar alívio financeiro aos nossos associados  e contra o fechamento puro e simples de nossas empresas. No estado, nos mobilizamos contra a manutenção das altas alíquotas de ICMS praticadas em caráter “emergencial” já há vários anos, e ajudamos na liberação das privatizações.

E adaptamo-nos rapidamente ao virtual (embora isto aqui seja a nossa paixão!). Um exemplo disto foi a celebração de nosso centenário, há exatamente um ano. Ela foi um primor técnico, com uma bela apresentação musical, o tim tim acontecendo em dezenas de residências ao mesmo tempo, etc. Mas o que queríamos, e tínhamos preparado, era uma mega-aglomeração, com a confraternização que nossos 100 anos mereciam.

Neste meio tempo, continuamos cuidando de tudo o mais e tivemos ganho de causa em uma ação movida em 2010, que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins e já permitiu aos nossos associados recuperar grande montante em impostos pagos indevidamente, o que garantiu um fôlego financeiro poucas vezes conseguido para estas empresas.”

2021

“A pandemia se manteve durante alguns meses, recrudesceu e, agora, está indo para seu final. Continuamos cobrando das autoridades públicas as melhores práticas, tanto do ponto de vista da saúde pública quanto da economia, e também nos preocupamos com a indispensável melhoria no ambiente de negócios, em que o Estado deixe de ser pesado, jurássico e paternalista, como é hoje, e deixe-nos trabalhar para podermos realizar todo o potencial que nosso país tem. E o reconhecimento de nosso trabalho veio no Prêmio Marcas de Quem Decide, onde fomos uma das entidades mais lembradas e preferidas do período, ficando à frente de outras muito maiores e mais ricas que a nossa. Isto orgulha a todos nós, associados e colaboradores, pois mostra que trilhamos o caminho correto. E lembro sempre que não recebemos um tostão de dinheiro público ou carimbado, que toda a nossa receita vem das mensalidades dos associados e dos serviços e cursos, diversos e muito qualificados, que prestamos. Talvez por isso mesmo sejamos tão sólidos e respeitados.”

Perdas em quatro anos

“Também tivemos perdas nestes quatro anos. Em 16 de maio de 2018, faleceu Olívio Jacobus, que presidiu a entidade entre 1997 e 1999. Em 31 de março deste ano, foi a vez de nos despedirmos de Ricardo Petry, que presidiu a ACI entre 1980 e 1984, e, em 15 de setembro, perdemos Marco Aurélio Kirsch, nosso diretor desde 2005. Todos tiveram importantes participações na construção da entidade, mas gostaria de falar mais deste último, cuja perda ainda nos abala, que representou muito bem o espírito da nossa ACI neste terceiro milênio. Era uma pessoa extraordinária! Dono de um estilo único, forte na defesa das ideias nas quais acreditava e dos interesses da entidade, mas doce no trato com todos, mesmo com aqueles que tinham posições diversas das suas. Articulação, agilidade mental, presença de espírito em todos os momentos. Estas eram algumas de suas inúmeras habilidades. De uma humildade ímpar para alguém tão formidável. Filho de dona Lia e seu Nelson, formou uma bela família, com Denise sendo a parceira ideal, firme como uma rocha até o final, e Daniel, um filho muito amado e muito bem-criado pelo casal e que certamente tem uma bela vida pela frente. A dor que a sua falta deixa em mim é indescritível. E sabemos que qualquer homenagem que façamos é pouco diante de sua importância, mas faremos o que está ao nosso alcance e eternizaremos o seu nome na sala em que trabalhava na entidade e era visitada por todos que por lá passavam. Isto será feito em novembro, com o descerramento de uma placa em sua homenagem e do seu retrato.

E, ao falar dele, lembro dos tempos difíceis pelos quais passamos, em que a discussão político-ideológica contamina as relações. Marco tinha uma posição política muito clara e transparente e defendia esta visão de como se poderia construir um país e um mundo melhores do que temos hoje, mas não deixava que o antagonismo no campo das ideias virasse um rixa pessoal. E respeitava as pessoas de todo o espectro político, da extrema direita à extrema esquerda. E é apenas desta forma, de uma maneira democrática e respeitosa, que conseguiremos avançar como nação. É um caminho árduo, pois não é fácil convivermos com o outro, mas é a única forma possível, já que as soluções simplistas levantadas nestes momentos fazem apenas aumentar o problema.”