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Notícias

25/11/2014

O silencioso e profíquo caminho da inovação do sul-riograndense Padre Landell de Moura

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”
                                                                       Salmo 127:1    

1-Um pouco da sua vida eclesiástica.

Roberto Landell de Moura nasceu no centro de Porto Alegre, em 21 de janeiro de 1861, em uma casa da então Rua da Bragança hoje,  Rua Marechal Floriano.   Foi o quarto filho de uma tradicional família da capital do estado riograndense. Ao todo  foram quatorze os filhos do casal José Ferreira Moura e Sara Mariana Landell de Moura. Sua mãe tinha ascendência inglesa.

Nesta época o telégrafo elétrico por fios, era o sistema mais avançado de comunicação disponível para a sociedade.

Roberto já na infância demonstrava uma vocação para o diferente, pois ficava impressionado pelas manchas da lua.  Na adolescência, não era somente isto que o impressionava, pois a sua curiosidade científica se manifestava também por perguntas de caráter altamente desafiadoras, tais como:
          -Como podia uma formiga carregar   um inseto muito maior do que ela?;
          -Porque a força de uma cobra podia ser   vencida pela força de um agrupamento de formigas agarradas a ela?;
          -Como poderia ser conservada a carne ”verde”, por prazos a mais longos?. Lembramos que a expressão “carne verde” referia-se  à carne de um animal recém abatido, ou seja a carne no seu estado natural sem nenhum tratamento ou ação de conservação.  A expressão “carne verde”  praticamente desapareceu do linguajar de hoje, em função das modernas técnicas para a sua conservação proporcionada pela  refrigeração.     

Como extensão desta curiosidade, sondava e pesquisava charcos de lagos, para verificar o que neles existia, e mais ainda, abria animais mortos para realizar exames na forma de autópsia,  e igualmente ver como eles eram organicamente constituídos.

Quando aprendeu a tabuada, a sua preocupação não era decorá-la, pois o seu desejo era o de ir mais adiante e buscar compreendê-la efetivamente, como um instrumento útil para a sociedade. 

Já na sua adolescência, acentuaram-se os seus gostos por conceitos filosóficos, pela mecânica celeste, pelas ciências físicas e pela química.  

Desenvolveu compostos químicos  para  eliminar as cáries de dentes.  Estudou para saber qual o seu poder pessoal e qual a influência ele poderia ter sobre a eletricidade atmosférica geradora dos raios. Tinha então 16 anos de idade.

E foi com esta idade que   Roberto construiu um telefone. Não se sabe como ele foi construído, mas o que se sabe é que ele é efetivamente o inventor deste tipo de aparelho de comunicação, e é portanto    designado  atualmente    como o inventor  do telefone,  pois que a esta época, Alexander Graham Bel tinha apenas um ano de idade!

Assim com a idade anteriormente referida,  transferiu-se para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola Central, hoje denominada de Instituto Militar de Engenharia-IME.  Para  manter-se   na então capital do império, empregou-se num armazém  de secos e molhados  como  muitos que existiam na época, para custear a sua manutenção na então capital do império.

Mesmo estudando em uma instituição de renomada competência em educação,  o ambiente de seus estudos não lhe era satisfatório, pois eram latentes as suas vocações científicas.  Esta insatisfação  era  demonstrada e estava  relacionada ao fato de que até o final do império, predominou o desinteresse dos brasileiros e das instituições de ensino pelas ciências. Os conteúdos estudados eram quase exclusivamente  literários,  livrescos e retóricos.

Por vontade de seus pais e também por  uma identificada vocação eclesiástica,  foi enviado para Roma com os seus dois irmãos, para estudar Direito Canônico.

Em fevereiro de 1887, regressou ao Rio de Janeiro, indo residir no Seminário de São José. Em meados deste  ano ainda,  regressou ao  Rio Grande do Sul , como capelão da Igreja do Bonfim e foi nomeado  professor de História Universal no Seminário Episcopal de Porto Alegre.

Após  uma estada em Porto Alegre, foi pároco em Campinas, de outubro de 1894 à dezembro de 1896. 

Esta é uma curta e incompleta biografia da sua vida clerical.  O não alongamento desta, é proposital,  pois o que se deseja,  e é  o propósito  básico deste texto,  mostrar  e descrever o seu outro  lado  pessoal e comportamental,  que é a  sua extraordinária  vocação para gerar inovações e invenções. 

2-O caminho das pesquisas e de suas Inovações. 

Roberto Landell de Moura pode ser considerado um verdadeiro “professor pardal” da sua época, pois a sociedade onde convivia como pároco  não   era dada às  “coisas incomuns e fora do contexto da cultura das pessoas e da sociedade nestas épocas”.  O notório era a seriedade como desenvolvia as suas experiências com ondas magnéticas.  Por não haver estes conhecimentos disponíveis  em bibliotecas, a sua  competência em prescutar e desenvolver este assunto, dava-lhe a condição de ser, do que modernamente chamaríamos de  “Professor Pardal”. 

Roberto Landell de Moura era absolutamente sério nas sua experimentações baseadas em ondas eletromagnéticas. Ele sabia desta condição de seriedade,  pois este tema ou assunto,  era ainda não imaginado pela sociedade da época. 

Para consolidar suas pesquisas e suas propostas científicas inéditas, enunciou o seguinte princípio:

“Todo movimento vibratório que até hoje e como no futuro, puder ser transmitido através de um condutor,  poderá  ser transmitido  através de um feixe luminoso; e,  por esse mesmo fato, poderá ser também transmitido sem concurso desse mesmo agente.” 

Deduziu também uma segunda lei:

“Todo o movimento vibratório tende a transmitir-se na razão direta de sua intensidade, na constância e uniformidade de seus valores ondulatórios e na razão inversa dos obstáculos que se opuserem à sua marcha e produção.”

Uma outra frase de Roberto Landell de Moura é grandemente desafiadora e extremamente avançada para a sua época e principalmente, por ser  proposta por um padre:

“Dai-me um movimento vibratório tão extenso quanto a distância que nos separa dessas outras terras que rolam sobre as nossas cabeças ou sob nossos pés, e eu farei  chegar a minha voz até lá!

Esta sua última regra ou princípio, ia   literalmente no sentido contrário ao que pregavam os seculares fundamentos da igreja católica, e mais ainda,  dava a percepção de que Roberto Landell de Moura insinuava existirem  vidas em outros mundos, alem da terra.

A ação contrária a estas suas  inquietação científicas foi implacável, ou seja, o laboratório  montado e equipado  com muito custo e muito trabalho,  foi literalmente destruído.  Porém  Roberto Landell de Moura, com paciência e com o devido cuidado para não atiçar a ira dos incrédulos em suas idéias, reconstruiu  seus instrumentos e equipamentos que eram originais e exclusivos para as suas pesquisas, e   deu continuidade aos seus trabalhos. 

Avançando mais em suas idéias e projetos, ele chegou também a idealizar o teletipo – informações gráficas à distância-, o controle remoto e uma forma de transmissão de televisão. 

A nossa geração, ainda povoada por muitos incrédulos com os atuais avanços da tecnologia e da ciência e que igualmente ainda não acredita ter o homem já chegado à lua  a mais de duas dezenas de anos,  se estivessem  convivido com Roberto Landell de Moura,  certamente o teriam queimado na fogueira, sem muita contemplação e discussão.  

Para termos uma idéia do que este incomum inventor criou, descreveremos alguns de seu aparelhos:

          -O chamado anematófono é um aparelho com o qual, e sem fio, podem ser obtidos os efeitos da telefonia comum, o nosso atual  telefone celular,  e mais ainda, este aparelho de telefonia desenvolvido, era  de grande nitidez e segurança, funcionando em condições adversas como fortes ventos e mau tempo. Este aparelho é admirável pelas leis inteiramente novas e pela tecnologia que este aparelho implementou e revelou;

Sobre este invento manifestou-se Landell de Moura  dizendo “Creio que com este meu sistema, poder-se-á transmitir, a grandes distâncias e com muita economia, a energia elétrica, sem que seja preciso usar-se fio ou cabo condutor”. 

Nikola Tesla também pensava assim e promoveu a transmissão de energia elétrica sem o uso de fios.  Roberto Landell de Moura e Nikola Tesla nunca se conheceram!

3-Fundamentos tecnológicos desenvolvidos e definidos por Roberto Landell de Moura: Uma amostra de sua mente criativa e inovadora.

1-“Todo movimento vibratório que até hoje existe e  como no futuro também existirá, pode ser transmitido através de um condutor, e poderá ser transmitido também através de um feixe luminoso, dispensando portanto este condutor agente da transmissão”. 

2-“Todo movimento vibratório tende a transmitir-se na razão direta de sua intensidade, constância e uniformidade de seus movimentos ondulatórios, e na razão inversa dos obstáculos que se opuserem à sua marcha e produção”.

3-“Dai-me um movimento vibratório tão extenso quanto a distância que nos separa desses outros mundos que rolam sobre nossa cabeça, ou sob nossos pés, e eu farei chegar minha voz até lá!

4-PatentessnosxEstadosxUnidos:                                                                                                                  

É importante registrar também, para ilustrar ainda mais a vida laboriosa e profícua de Roberto Landell de Moura, os registros de patentes referentes à cinco sistemas de transmissões à distância sem cabo, expedidas pelo governo norte-americano.                                                                                                                        

● Transmissão de voz em tempo real de geração, ou fonografada, a curta distância, mediante uma corrente de ar orientada a percorrer a mesma trajetória percorrida pela voz, ao natural. Esta corrente de ar tem o intuito de reforçar a voz e mantê-la no nível de audição para o agente recebedor;

● Transmissão acústica luminosa, por meio de um feixe de luz. A Influência      desse feixe de luz , como da corrente de ar, do sistema anteriormente descrito, tem a função de criar o meio de propagação da transmissão acústica lumunosa;             ;                                                                                                                               

● Transmissão elétrica da voz humana, baseada em um feixe luminoso produzido por um arco voltáico, ou qualquer outra fonte de irradiações de mesmas características  físicas.   O receptor destas transmissões, é uma cápsula selênica –de selênio-, e só funciona sob a ação dos raios chamados de actínicos, uma  propriedade  das emissões anteriormente referidas, também descoberta por Landell de Moura

● Transmissão eletromagnética de telefonia harmônica e luminosa  da    voz humana, mediante a superposição de vibrações    elétricas irradiantes.   Para implementar esta inovação, o padre Landell de Moura utilizava-se de uma  lâmpada de três eletrodos e de vários outros aparelhos que estão identificados e descritos  em suas patentes, os quais articulados sistemicamente entre si,  segundo princípios físicos do seu  telegrafo, ou do seu telefone, ambos sem fio condutor, promoviam esta transmissão telefônica;                       

● Transmissão elétrica do sistema fônico da palavra ou de nota musical, mediante cintilações produzidas por uma lâmpada de sua invenção, dita ou chamada de cintilante, a qual é a componente principal deste transmissor de ondas.

5-O Pensamento Científico de Roberto Landell de Moura.

O que mais impressiona as pessoas e em particular a comunidade científica mundial,  são os escritos científicos deixados por este grande cientista e inovador. A clareza e a objetividade de suas proposições científicas, mexem com a nossa inteligência, fazendo-nos  muitas vezes,  até duvidar  da clareza de suas proposições.

Particularmente não entendemos porque Landell de Moura não tem um destaque e uma atenção  mais significativa no mundo das ciências como Einstein,  Henri Bérgson,  Niels Bohr e outros grandes pensadores da física!. Ele não perde em nada para estes, muito pelo contrário, os supera em muitas de suas inovações e proposições científicas.

Como um necessário reconhecimento que o Brasil ainda não fez e está mais do que na hora fazê-lo, vamos apresentar temas e abordagens, bem como descrições  desenvolvidas por Roberto Landell de Moura. 

Estes temas não são apresentados e descritos totalmente, ou seja, apresentaremos somente alguns tópicos que consideramos os mais significativos.  Esta  proposta pode parecer  ser um tanto inadequada dada a grandeza de seus trabalhos.  O propósito de  “encurtar” as suas  colocações e desenvolvimentos científicas tem o propósito de proporcionar às pessoas e leitores destas mensagens e à sociedade, uma visão da amplitude e abrangência do pensamento científico deste grande e notável inovador.  Se não houvesse esta redução na exposição de suas idéias e princípios,  estaríamos escrevendo um livro, o que não é o nosso propósito. 

É algo impressionante a clareza e a objetividade  das propostas científicas de Roberto Landell de Moura!.

I-Teorias, princípios e leis para Novo Organ, entendendo-se o organ como uma nova visão de ciência-(*)

1-Tudo quanto até aqui e no futuro, puder ser transmitido através de um fio condutor, poderá ser transmitido através de um feixe  luminoso. E por este mesmo fato, poderá também ser transmitido sem o concurso deste feixe luminoso.

2-Todo o movimento vibratório tende a transmitir-se na razão direta de sua intensidade,  constância e uniformidade dos valores ondulatórios,  e na razão inversa dos obstáculos que se opõem á sua marcha e produção.

Seguem outros cinco princípios que descrevem este tema.

II-Sobre a unidade das forças ou harmonia do Universo-(*)

Estas são as colocações de Roberto Landell de Moura sobre este tema, de forma reduzida.

“A harmonia do Universo reside na unidade das forças,    e a unidade das forças reside no equilíbrio do movimento. Logo, a unidade das forças ou harmonia do universo reside no movimento. O movimento manifesta a existência de uma força e a força é tudo aquilo que é capaz de produzir movimento ou modificá-lo.

Seguem os demais fundamentos sobre este tema.

III-Sobre o Elemento R-(*)

“Como o urânio, o hélio, o rádio e tantos outros materiais radioativos, o Elemento R, também, se mostra dotado de certas propriedades que nos leva e nos permite admitir que elas –as propriedades do Elemento R- residem nos átomos dos corpos que o revelam, como uma propriedades que lhes são inerentes.   

Seguem os demais fundamentos sobre este tema.

1-Que como já disse, todos os fenômenos que observamos nos corpos  diamagnéticos, são devidos a esse elemento R.

2-Que esse elemento R, tanto nos corpos inorgânicos como nos orgânicos, se transforma em energia magnética, elétrica, calorífica, luminosa, ondulatória e radiante.

3-Que se não há atração ou repulsão entre os corpos diamagnéticos, esta condição é devido a esses corpos se acharem em estado  que impossibilita o fenômeno da coercibilidade. Os outros fenômenos porém, de indução,  e de transformação de energia do elemento R  em magnéticos, elétricos, etc. podem se dar, como de fato se dão.    

IV-Sobre a influência da circulação em relação a certos estados anormais-

1-Quando, em virtude da ação de qualquer agente físico ou moral, a circulação no cérebro sofre qualquer modificação mais ou menos acentuada, o indivíduo entra em um estado especial, diferente daquele em que jazia antes que nele operasse tal modificação.

V-Sobre a analogia existente entre a eletricidade e a estenicidade.

O conceito de Estenicidade dada por Landell de Moura é: Estenicidade é a ação que exercem os corpos orgânicos  uns sobre os outros, quando vitalizados.

1-Como a eletricidade, a estenicidade acumula-se sempre na superfície do corpo humano.  Como a eletricidade, a estenicidade nos corpos esféricos distribui-se homogeneamente  por toda a superfície e nos corpos de forma de elipsóide ou oval, acumula-se nas extremidades do diâmetro maior.

VI-Sobre a indução estênica e a analogia que existe entre ela e a eletricidade. 

1-É também admirável,  a analogia que existe entre  os fenômenos  de indução elétrica e estênicia.  Chamo influência estênicia estática ao fenômeno estênico semelhante ao que se observa com a eletricidade, isto é: ao fenômeno da ação estênica exercida à  distância pelos corpos estenizados.  

Seguem os demais fundamentos sobre este tema.  

VII-Sobre os efeitos da estencidade à distância.

1-Há muitos fenômenos que não encontrariam a sua explicação sem a existência desse elemento ainda não  bem definido, a que dei o nome de estenicidade.

2-Os fenômenos da telepatia, de visão à distância, como também o da transmissão do pensamento, isto é: dos movimentos correspondentes cerebrais sobre a ação do pensamento, tem nestes elementos a sua origem.

VIII-O elemento universal.

1-Tenho-me ocupado por várias vezes com este elemento, principalmente, quando falo sobre o radium. Mas só agora consegui  definí-lo.

2-Este elemento a que me proponho definir, o elemento universal, não é  como talvez os que me lêem pensem, ser o éter.  Este, o elemento universal, apesar de  muito se parecer com o  éter, pela sua  sutileza ou iminente fluidez ou  estado de degeneração, o éter é decididamente muito diferente do elemento universal de que falo, sobretudo quanto aos seu  estado de fluidez ou de degeneração. Se afirmamos que o éter constituiu a menor partícula a que pode ser reduzida a matéria,  tal afirmação é apenas relativa aos meios que possuímos; quanto ao elemento universal, este sim, constitui a extrema divisão a que se reduz a matéria.    

Seguem os demais fundamentos sobre este tema.
IX-Natureza do éter-

Substância intermediária que se posiciona entre as substâncias materiais e as substâncias imateriais. Não se  constitui também em  uma substância espiritual ou que se aproxime pela sua natureza íntima, ao espiritual, pois o que é  espiritual é espiritual e tem de ser puramente espiritual. Por outro lado, porque participa da natureza material, o éter não é propriamente espiritual.   

O mesmo  diga-se em tratando-se de ser  substância material!. 

Assim,  podemos afirmar que como  átomo-suporte,  o éter é  como um corpo simples, isto é, não é, composto, nem de átomos, nem de moléculas heterogêneas, nem de moléculas homogêneas, e que assim como uma  forma primária de  átomos-suporte, o éter constitui-se na unidade suporte do átomo, e da célula mãe dos corpos. 

O éter constitui-se numa “velut anima” (do latim “como alma”) de todos os corpos, ou seja,  dos corpos orgânicos, sob a ação do princípio  da vida, do movimento e das atividade dos seres superiores, e também dos corpos minerais, dos  vegetais  e dos  corpos animais. 

X-Sobre o éter, como o átomo-suporte e a feição primária dos corpos: recapitulando e corrigindo algumas incertezas.

O éter, como eu entendo, é o átomo dos átomos, o átomo  insecável e que não desaparece nunca. É composto de partículas homogêneas e é  “insecável” em toda a extensão da palavra. É o átomo dos átomos!.

É à essa partícula do etéreo que adere a  forma ou à feição primária ou substancial dos corpos, os quais  com essa partícula unida substancialmente, constituem  os átomos-suporte dos corpos.

XI-A mecânica Celeste.

A mecânica celeste tem as suas leis e a mecânica terrestre também tem as  suas leis próprias, e é desta dupla mecânica, não só  em relação à terra que habitamos, mas também dessas outras terras que flutuam no espaço, que depende a harmonia do universo.

XII-A teoria da hipótese científica.

Os conhecimentos humanos do século vindouro hão de se diferenciar do presente, como diferem dos conhecimentos dos séculos passados, porque a ciência progride em indução e dedução.

XIII-Sobre a capacidade dos nossos sentidos e pequenez dos nossos conhecimentos com relação ao mundo exterior.

É muito fraco  o poder  dos nossos órgãos sensitivos e também muito limitado, com relação  aos fenômenos conhecidos e por conhecer, que se dão no mundo, e ainda mais com relação a este mesmo mundo. 

É muito fraco o poder dos nossos cinco sentidos, porque, além de certos movimentos ou vibrações  aéreas ou etéreas, eles permanecem insensíveis à miríades de outros movimentos vibratórios, e, ficariam ainda insensíveis a miríades destes movimentos vibratórios..

Estes treze pontos do pensamento científico muitas vezes complexo e até de difícil  compreensão de Roberto Landell de Moura, são uma pequena amostra da mente excepcional deste inovador e inventor, e foram transportados na sua integralidade de expressão e de conteúdo para este texto, a  partir da obra “ Padre Landell de Moura-Um herói sem glória: O brasileiro que inventou o rádio, a TV, o teletipo e .....”  cujo autor é Hamilton Almeida, o qual descreve a biografia deste grande e avançado inovador,   com muita autoridade e clareza.  O autor descreve e demonstra muito bem e com clareza, a capacidade de Landell de Moura em gerar os fundamentos da ciência do universo sob a sua visão e percepção, como muito poucos pensadores e pesquisadores de todo o nosso mundo, conseguiram fazer. . 

Todas as organizações e pessoas preocupadas com os seus processos de inovação e invenção,  não podem  deixar de ter  em suas  mãos, esta obra extremamente  bem elaborada e produzida. 

Quem viver, verá!

(1) Radium, elemento radioativo como urânio.

Fonte: Eng. MSc. Fernando Oscar Geib