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Notícias

25/03/2020

Atenção às fraudes: golpes que se utilizam da tensão com o Coronavírus

A tensão decorrente de todos os desdobramentos da pandemia do Coronavírus (Covid-19) revela toda a diversidade de comportamentos no âmbito individual e coletivo.

Enquanto é reconfortante perceber a busca de meios para o fortalecimento social e coletivo, pelo compartilhamento de alternativas visando ao bem comum, por meio de ações de prevenção, cuidado e manutenção dos pequenos negócios; há também o crescimento de ações maldosas ou criminosas, buscando obter ganhos a partir do medo que se instala.

Nos últimos dias, tem se verificado o crescimento da proliferação de notícias falsas (Fake News) ou links de acesso a produtos, programas de acesso a crédito ou, até mesmo, testes para verificar se a pessoa está acometida do Coronavírus, tudo com o intuito de obter dados dos usuários ou causar prejuízo financeiro.

Circulam pelas redes digitais, tanto ofertas de serviços com a liberação de acesso grátis (por exemplo, canais de entretenimento por streaming), aplicativos que rastreiam a evolução da doença pelo mundo, entrega de álcool gel, agenda de testes para verificar se há infecção pelo Coronavírus, além de adesão para a suspensão de pagamentos decorrentes de contratos, medida anunciada pelos bancos (a ser contratada nos canais a serem indicados por estas instituições).

Note-se que todas as ofertas tocam em aspectos delicados desses tempos de pandemia, em manifesto abuso da fragilidade humana, tais como o tempo que precisa ser administrado no isolamento, a angústia pelos riscos e complicações da doença em si, bem como das dificuldades econômico-financeiras que se anunciam, fazendo com que, impulsivamente, pessoas sejam cooptadas para informar dados pessoais, senhas, identificação de cartão de crédito ou outras informações.

Ao acessar tais comandos e preencher as solicitações apontadas, ocorre o que se denomina “phishing”, ou seja, ação que tenta coletar informações, utilizando a credibilidade de instituições ou entidades, fazendo circular links ou acessos por meio eletrônico.

A coleta realizada pode resultar na exposição de informações sensíveis, perda de dados e prejuízo financeiro para pessoas físicas e jurídicas, recomendando-se atenção redobrada nos links recebidos por meio eletrônico (mídias sociais, mensagens recebidas por meio de aplicativos de comunicação rápida ou e-mails), mesmo que aparentemente sejam provenientes de instituições confiáveis.

A realidade do trabalho remoto (home office) e o distanciamento do ambiente usual de convívio profissional acaba fragilizando pessoas e organizações, que ficam mais vulneráveis ao assédio de quem promove esse tipo de fraude, exigindo especial atenção dos gestores e orientação de todos para as políticas de segurança, especialmente fora do local de trabalho.

É importante compreender que se vivem tempos de exceção e muitas empresas estão, de fato, buscando aproximar-se das necessidades de seu público (consumidores ou empresas contratantes), oferecendo alternativas para as demandas existentes.

A prudência recomenda, contudo, que sejam buscados os canais oficiais para o esclarecimento de dúvidas e negociação, reiterando-se que a calma e a reflexão são preciosas e necessárias nos tempos atuais.

As empresas e os cidadãos são chamados a compartilhar coletivamente ações positivas e protetivas, alertando-se os demais membros da comunidade, quando se estiver diante de iniciativa prejudicial e que circula pelos meios digitais, evitando-se a proliferação de práticas nocivas e que abusam da excepcionalidade advinda da pandemia do Coronavírus.

Associada/Fonte: Cláudia Bressler/Advogada – B&G Advocacia