Pratini de Moraes afirmou que é preciso buscar oportunidades na crise
Economista palestrou durante o Prato Principal promovido pela Unidade ACI Campo Bom
Campo Bom/RS - "Estamos passando por uma crise sistêmica, na área do financiamento. E ela tem que ser encarada não só na ótica do problema, mas na da oportunidade. O brasileiro não sentirá efeitos dramáticos e o país vai voltar a crescer em 2009. As perspectivas são, continuadamente, muito positivas, principalmente na área do agronegócio". Assim o economista Marcus Vinícius Pratini de Moraes, membro do Conselho de Administração do Grupo JBS e presidente do Comitê de Estratégia Empresarial iniciou sua palestra aos empresários e autoridades presentes no Prato Principal promovido na quinta-feira (27), pela Unidade Campo Bom da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha.

Vice-presidente da Unidade ACI Campo Bom, César Ramos
Rececpcionado pelo vice-presidente da Unidade ACI Campo Bom, empresário César Ramos, e pela presidente da entidade, Fatima Daudt, o ex-ministro da Indústria e do Comércio; de Minas e de Energia; e da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, abordou "Os Cenários para 2009" durante a reunião-almoço realizada no salão social do Clube 15 de Novembro. Para ele, embora num primeiro momento os brasileiros tenham sentido o corte imediato do fluxo de crédito das exportações e dificuldades na prorrogação de contratos de financiamentos, os impactos econômicos não serão tão fortes no setor industrial coureiro-calçadista. "O Brasil, atualmente, possui uma economia estável e uma taxa de inflação baixa, apesar da burocracia que dificulta as operações dos exportadores. Além disso, o Brasil é um dos raros países que menos pede dinheiro emprestado", completou.

Pratini de Moraes palestrou aos empresários da região
GEOGRAFIA COMERCIAL - "Eu quero ver o Vale do Sinos fazer as embalagens de polipropileno, através do Centro de Design que temos aqui, para exportar nossos produtos do agronegócio, através do Porto de Rio Grande", afirmou ele, referindo-se à mudança da geografia comercial que começa a acontecer em nível mundial. "O processo de urbanização está chegando aos países emergentes, onde há nichos de mercados mudando dos commodities (produtos "in natura") para os produtos industrializados com valor agregado", chamou a atenção Pratini, principalmente em relação à China, Rússia, Egito, Argelia, Filipinas e Indonésia, citando a Africa e Arábia Saudita como grandes consumidores para as próximas décadas.
"Cada vez mais estamos diversificando e esse é o caminho, por exemplo nas áreas de publicidade de produtos, design e papelão. Isso beneficia outras áreas. O leite e produtos lácteos vão ser alguns dos grandes negócios do futuro, além da carne bovina e o frango. A bola da vez é nossa e temos que vender cada vez mais no mercado internacional. Nós (Brasil) somos os fornecedores da indústria de alimentos, isso gera emprego, renda e a capacidade de criar (embalagens). Nós temos opções", enfatizou Pratini de Moraes, em função da crise mundial instalada a partir do modelo econômico dos Estados Unidos. Na sua apresentação os setores que mais sentiram, aqueles que atuam com financiamento, foram o automobilístico e a construção civil. No efeito cascata, vieram outros, como o mobiliário e o de eletrodomésticos.
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HOMENAGEM - A ACI prestou uma homenagem ao ex-ministro Pratini de Moraes, com a entrega de três volumes contendo uma coletânea das atividades exercidas no Ministério da Indústria e Comércio, entre os anos de 1971 a 1974, composta por correspondência oficial e telex, incluindo notas, pareceres, defesas técnicas do setor coureiro-calçadista, correspondências ao ministro de Estado da Fazenda - Antonio Delfim Netto, inúmeras correspondências redigidas pela Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo através do presidente da época, Níveo Friedrich, projetos de bolsas de aperfeiçoamento para técnicos ou químicos em couro, projetos de decretos-lei, portarias publicadas no Diário Oficial, comunicados, resoluções e estudos dirigidos ao setor calçadista ou aos demais setores econômicos brasileiros. A entrega foi realizada pelo economista Carlos Antonio Anschau, que foi assessor direto de Pratini na época.

A reunião-almoço teve o patrocínio do Banco do Brasil, com apoio da BMP Proar, Construtora Modelo e Posto Texaco de Campo Bom. "Estamos muito satisfeitos com a realização da nossa edição de fim de ano do Prato Principal 2008, trazendo uma autoridade no assunto e proporcionando aos empresários de Campo Bom e região um presente de auto-estima", enfatizou o vice-presidente da Unidade ACI, César Ramos.
De Zotti - Assessoria de Imprensa
Em 28/11/2008