Astor Schmitt foi o palestrante do Prato Principal na ACI
Novo Hamburgo/RS - "Sou um entusiasta do associativismo, pois tenho a certeza de que a união faz a força e a importância está justamente no processo de integração empresarial e na defesa dos interesses que são representados. O associativismo é uma alavanca do crescimento e do desenvolvimento, da prestação de serviços e do apoio, representando a caixa de ressonância das nossas empresas e de toda a classe empresarial". A afirmação do diretor Corporativo e de Relações com Investidores da Randon S.A. Implementos e Participações, de Caxias do Sul, e vice-presidente da FIERGS (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Astor Milton Schmitt, deu início à palestra do Prato Principal promovido na quinta-feira (28), na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha. Parabenizando a entidade, pelos seus 90 anos de fundação, o diretor da Randon abordou o tema “Brasil e Rio Grande do Sul: Crescimento, Desafios e Oportunidades”.
Fotos: Fábio Winter
Engenheiro Mecânico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), especialista pelo Programa de Gestão Avançada, com etapas realizadas no Brasil e na França, e também vice-presidente do Conselho de Administração da Fras-Le e do Banco Randon, Astor Schmitt fez uma avaliação dos desafios e oportunidades, tendo como base seu dia a dia na empresa. "São percepções que tomamos e trabalhamos a partir dela dentro de nosso planejamento estratégico", explicou ele, que comanda uma empresa com um total de 11.106 colaboradores, atuando na solução para o transporte e logística, nos segmentos de veículos e implementos, autopeças e serviços financeiros, através de unidades em 11 países. "Em 2009 chegamos ao ranking mundial em segundo lugar no mercado de reboques. Isto nos traz muito orgulho, porque mostra a relevância que conseguimos conquistar ao longo dos anos".
PERÍODOS - Astor Schmitt apresentou uma análise por períodos, citando 2001 a 2007 como uma época de forte crescimento econômico, principalmente na produção do aço e na produção agrícola. "A economia mundial cresceu 4,1% neste período", lembrou. Os anos 2007 a 2009 foram considerados conturbados, ocasião em que surgiu, globalmente, a crise do subprime, a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos. E de 2010 a 2015 as expectativas, segundo ele, são de que o crescimento tenha seu maior desempenho, principalmente no mercado interno. "A evolução demográfica é um forte indicativo de que o mercado interno pode continuar "puxando" o crescimento na próxima década. No entanto, como o envelhecimento da população será rápido, haverá necessidade de enfrentar também a questão da reforma na Previdência". Segundo o palestrante, nos próximo anos deve mudar a configuração de crescimento de países pró-emergentes, ficando o grande desafio em conciliar esse cenário com a necessidade de reformas estruturais. "Ajustar as contas públicas e resgatar posição de destaque da indústria no cenário nacional integram o caminho para aproveitar as oportunidades que estão surgindo", frisou.
O palestrante do Prato Principal mostrou que estimativas indicam que serão necessárias sete milhões de pessoas no mercado de trabalho formal, lembrando que a demanda por mão de obra especializada é a que mais cresce. "Então é preciso aumentar os investimentos em educação, ao lado de outras áreas prioritárias, com saúde, logística, habitação e energia", complementou.
O patrocínio do Prato Principal foi da CaixaRS, Custódio de Almeida Marcas e Patentes, e Marelli Ambientes Racionais, com apoio dos Sucos Petry.
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De Zotti - Assessoria de Imprensa
Em 28/10/2010