Prato Principal marca os 10 anos da Regional ACI Campo Bom
Diretor da Marcopolo foi o palestrante na reunião-almoço
Campo Bom/RS - Empresários de Campo Bom estiveram reunidos no Prato Principal realizado na terça-feira (27), evento que marcou os 10 anos da Regional ACI Campo Bom. O diretor de Operações Comerciais Mercado Internacional da Marcopolo, Paulo Andrade de Jesus, foi o palestrante, abordando as "Experiências do processo de internacionalização da Marcopolo", com ênfase nos atributos operacionais e aspectos de gestão de pessoas.

O vice-presidente de Desenvolvimento Regional da ACI, Júlio Cézar Camerini, abriu o evento, enfatizando o forte trabalho realizado pela Regional Campo Bom nesta primeira década da atividades. "A Regional é um exemplo, conta com uma equipe dedicada e que orgulha não somente a ACI, mas toda a classe empresarial da região", frisou ele, complementando com uma afirmação que pode ser constatada durante a palestra da reunião-almoço. "A empresa que esperar por uma crise, para contar com novas oportunidades, está fora do mercado. Temos que reconstruir e reinventar nossas empresas a todo o momento". Camerini, juntamente com o empresário e ex-presidente da ACI, Ernani Reuter, e integrantes da Regional Campo Bom convidaram a todos os presentes para um brinde, comemorativo aos 10 anos.

INTERNACIONALIZAÇÃO - O diretor da Marcopolo, graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão Organizacional, desempenha suas atividades há 24 anos na empresa, é assessor comercial e co-participante na implementação dos negócios em algumas controladas do exterior, foi diretor da Polomex (joint venture entre Marcopolo e Mercedes Benz, no México), de agosto de 2004 a dezembro de 2007. Representante de uma das maiores empresas no segmento automotivo, Paulo Andrade de Jesus apresentou algumas das experiências de internacionalização da Marcopolo, como a primeira, ocorrida em Portugal, em 1998. "Já tínhamos experiências de exportação, como a partir de 1960 no Uruguai e em 1971 no Chile, mas a internacionalização começou na década de 90, sempre investindo forte em tecnologia e qualidade", explicou.

O diretor da Marcopolo também enfatizou as três bases fundamentais para dar seguimento aos negócios em outros países: a própria internacionalização, a verticalização e o domínio da tecnologia. "Nós mesmos temos verticalizados quase 90% de nossos componentes nos ônibus, com exceção de faróis e vidros", observou ele. "Se formos para um novo país, como o mais recente que é o Egito, e ficarmos dependendo de uma cadeia produtiva local, é possível que enfrentemos maiores dificuldades. Então, a verticalização é uma das vantagens competitivas que oferecemos", considera o palestrante. Para ele, a única maneira de se ter liberdade de mercado é fazer com que a empresa seja dona da própria tecnologia. "Este é o ponto mais forte da internacionalização", afirmou, lembrando, ainda, que o processo de negociação internacional precisa levar em conta itens fundamentais como crenças, valores, expectativas, culturas e formas de pensar, entre outros. "É preciso considerar sempre as características especiais e culturais do mercado a ser conquistado", concluiu. Além do Brasil, a Marcopolo conta hoje com fábricas na China, Egito, África do Sul, Argentina, México, Colômbia e Índia. Em 60 anos de existência, a empresa já produziu cerca de 200 mil ônibus e conta com aproximadamente 12 mil colaboradores.
A reunião-almoço aconteceu no Espaço Aplausus, no Centro Comercial II de Campo Bom e o patrocínio foi do Banco do Brasil e da Carburgo. O evento contou com vários representantes empresariais do município, além do secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Campo Bom, Marcos Riegel.
De Zotti - Assessoria de Imprensa
Em 27/4/2010