MENU ACI






Notícias ACI


Líderes são fundamentais para motivar a inovação nas organizações

Porto Alegre/RS - No painel de abertura do segundo dia do 11º Congresso Internacional da Gestão, participantes conheceram as experiências da Braskem e da Embraer nas áreas da inovação e da excelência empresarial. O fundador do Instituto de Aprendizagem Inovador, Henrik Langholf, também falou sobre Inovação Emocional. 

O engajamento dos principais líderes das organizações é fundamental para motivar os colaboradores na busca pela excelência e pela inovação. Este foi um dos temas do Painel Grandes Empresas, na manhã de terça-feira (20), no 11º Congresso Internacional da Gestão, que contou com a participação do diretor de Organização, Processos e Sistemas de Informação da Embraer, Hermann Ponte e Silva, e do Gerente de Inovação Estratégica da Braskem, Antônio Carlos Xavier. O painel contou com a coordenação do presidente do Conselho Diretor do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), Ricardo Felizzola.

De acordo com Xavier, o processo de gestão da inovação na Braskem pode ser dividio em três momentos. A primeira foi a etapa de sobrevivência, em que foi instituída a gestão da inovação na empresa, com o gerenciamento de ideias a partir da adequação estratégica e atratividade para o negócio. Na etapa de crescimento, a empresa concentrou-se na captura de novos mercados e modelos de negócios. Exemplo desta etapa foi o lançamento do polietileno verde, com matéria prima 100% renovável.

A terceira etapa, na qual a Braskem investe neste momento, visa perpetuar a cultura da inovação na empresa. Para tanto, foi criada a Ideom, empresa do grupo com a missão de captar novos negócios e aplicações às tecnologias desenvolvidas. É ela que vai identificar, analisar e avaliar as próximas tecnologias e tendências do mercado. “Todas as ideias que surgem na Braskem, de qualquer área, são armazenadas e avaliadas. Àquelas que estão mais alinhadas com as estratégias e visão da empresa receberão um tratamento diferenciado, sendo melhoradas e desenvolvidas. São os líderes da empresa que ditam quais são estas estratégias, o que esperamos hoje deste processo”, explica Xavier.

PROCESSOS - Já Hermann Ponte e Silva apresentou o Programa de Excelência Empresarial da Embraer (P3E), criado em 2007 para reverter uma tendência de redução na produtividade, qualidade e  nos resultados da empresa. Focado na melhoria de processos, lideranças e pessoas, o P3E utiliza de uma ferramenta chamada kaizen, que idenfica pontos frágeis na gestão, mapeando as etapas necessárias até sua solução.

Este processo foi rebatido em inúmeras células de melhoria contínua em todas as unidades da Embraer espalhadas pelo mundo, criando um ambiente propício à busca da excelência e inovação. “Em todas as etapas desta transformação é fundamental a participação constante das lideranças da empresa, que puxam o processo, que vão á frente conduzindo a organização”, afirma Ponte e Silva.

INOVAÇÃO EMOCIONALO fundador do Instituto de Aprendizagem Inovador (Freibrug, Alemanha), Henrik Langholf, também palestrou pela manhã. Langholf falou sobre a inovação emocional e como as empresas podem liberar a energia para impulsioná-la. Para ele, existem três tipos de empresa, as que têm muita energia e positividade, as que têm uma atmosfera pesada e as que estão no meio, e percebem que devem melhorar. Ele realçou a importância do entusiasmo nas pessoas e que “nada importante é alcançado sem entusiasmo”.

Segundo o consultor alemão, as empresas devem lidar com a individualidade e a coletividade para conseguir um fluxo emocional de ideias e inovação. “As organizações devem conectar os cérebros produtivamente”, disse. Nesse contexto, ele apresentou um modelo abrangente do cérebro. De acordo com Langholf, o cérebro apresenta quatro formas de pensar, guiado por fatos, forma, futuro ou emoções. “Aqui no Brasil predominam os orientados para o futuro e para a emoção, mas não esqueçam de que os quatro funcionam melhor quando juntos”, comentou.

Henrik Langholf também apresentou os quatro fatores que influenciam no compasso da inovação: conhecimento de mercado, valores dos clientes, inteligência coletiva e motivações individuais. De acordo com ele, esses quatro fatores devem ser vistos juntos, de forma dinâmica e balanceada. Ao final, definiu a inovação como uma “montanha russa emocional”, onde parte-se de um questionamento rumo ao desconhecido, para depois encontrar a mudança. 

NA EDUCAÇÃO - A Inovação na Educação foi o tema da palestra do presidente da Associação Americana para a Qualidade (ASQ), Roberto Saco, na tarde de terça-feira. Saco estudou os sistemas de educação do Brasil e dos Estados Unidos e concluiu que, mesmo com aportes consideráveis de recursos às escolas, os resultados não são satisfatórios.  

Na avaliação de Saco as escolas não estão preocupadas em preparar os estudantes para os novos conhecimentos exigidos no século XXI. Habilidades como criatividade, inovação, capacidade de comunicação e colaboração não estão sendo transmitidos nas salas de aula. Segundo Saco, a educação não fornece a mão de obra necessária para suprir as necessidades criadas com as novas tecnologias. “O que os estudantes aprendem na escola hoje é insuficiente para que trabalhem em conjunto, em organizações globais. A educação está em crise e dinheiro não é a resposta. Qual é então? É a inovação”, afirma Saco. 

Em sua apresentação, Saco lista algumas iniciativas que se apresentam como alternativas para reverter esta deficiência. Uma delas, chamada Teach for América, desenvolvida por entidades não-governamentais americanas, motiva profissionais recém-formados para lecionar por um período de dois anos em escolas públicas, principalmente em comunidades de baixa renda, com suporte contínuo. “Apesar dos desafios da pobreza e da capacidade limitada do sistema escolar, estes professores, altamente motivados e apaixonados, têm obtido resultados significativamente melhores que professores que atuam por décadas naquelas instituições”, explica.

No Brasil, Saco destacou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do governo Federal, como uma ação que pode melhorar consideravelmente a qualidade na educação no Brasil. “Espero que este tipo de iniciativa possa ir em frente, pois a educação precisa de criatividade e inovação para evoluir”, destacou.

VISÃO - O dirigente do Centro de Estudos Budistas de Caminho de Meio (CEBB), Lama Padma Samten, encerrou o ciclo de palestras do 11º Congresso Internacional da Gestão.

Lama falou sobre a importância do ponto de vista para o gestor. Segundo ele, “o mundo interno é essencial, pois é a partir dele que conseguimos olhar as coisas de outra forma”. Partindo desse pressuposto, disse que, “dentre as várias formas que existem, a melhor forma de olhar o mundo é com lucidez”.

De acordo com o Lama, o ser humano encontra-se em uma experiência cíclica da qual não consegue sair, que não o deixa chegar a um ponto final ou estágio de satisfação. O mesmo se aplica à economia, disse, “que tem ciclos de expansão e regressão. A preocupação com a sustentabilidade foi a percepção de que esse ciclo é insustentável. Há uma necessidade de mudar de visão”.

Essa capacidade de olhar o mundo de forma diferente pode concretizar-se a partir do desenvolvimento de algumas competências, que, de acordo com ele, podem ser úteis para os gestores dentro das organizações. Entre elas, a Sabedoria do Espelho, que consiste em entender o mundo mental do outro; e a Sabedoria da Igualdade, que diz que quando fazemos bem ao outro geramos satisfação para o outro e para nós também. “Dentro dessa competência, a organização poderia ser como uma escola, com uns ajudando os outros”, comentou.

No final da palestra, alertou sobre um desafio para as empresas. “As organizações precisam se humanizar, pois estão sendo geridas apenas pela economia. As corporações colonizaram os seres humanos, que, desde a escola aprendem muito sobre matemática e nada sobre felicidade, que é tão importante. Apenas o lado humano pode trazer a sustentabilidade para as empresas”.     

À noite, foi a vez de 91 organizações gaúchas serem homenageadas na 15ª edição do Prêmio Qualidade RS. Amanhã, durante o dia, serão realizadas visitas técnicas a cinco organizações: Gerdau Riograndense; Refinaria Alberto Pasqualini; Braskem; Bebidas Fruki e Fazenda Quinta da Estância Grande. Também serão realizados dez cursos, com duração de oito horas.

Fonte: Enfato Comunicação Empresarial

De Zotti - Assessoria de Imprensa
Em 20/7/2010



     

INFORMATIVOS
  + Notícias ACI
  + Eventos ACI

  + Informativo Comex
  + Informativo Comitê
  + Informativo Jurídico

  + Cenários Econômicos
  + Oportunidade Coml


Clique na imagem para mais detalhes

Clique na imagem para mais detalhes

Clique na imagem para mais detalhes