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Governança corporativa agrega valor às empresas
Economista Werner Bornholdt abordou o tema em palestra na ACI
Novo Hamburgo/RS - A Governança Corporativa vem agregando um valor cada vez maior às empresas que desenvolvem este tipo de gestão. Esta foi uma das afirmações do economista e contabilista Werner Bornholdt, que abordou o tema durante o Prato Principal promovido pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, na última quarta-feira (21). Apesar de haver uma constatação de que apenas 3% do total das empresas familiares conseguem passar da terceira para a quarta geração, o número de iniciativas empreendedoras que seguem este modelo vem crescendo mundialmente.
Contextualizando na história o termo governança corporativa, Bornholdt explicou que o surgimento é bem recente, acontecendo em 1992, na Inglaterra, com o objetivo de construir um código de sustentabilidade para as empresas, sendo seguido pela França. "No Brasil, começamos a trabalhar com governança corporativa a partir de 1995", lembra o economista, mestre e doutor em psicologia das organizações, além de consultor em gestão estratégica de mudanças, que atuou, até 1997, na área de planejamento estratégico.
Há 15 anos Werner Bornholdt esteve na ACI. "Agora retorno, com muita satisfação, para apresentar este tema no qual me dedico totalmente nos últimos anos", frisa ele, dando as dicas dos princípios de governança: "empresas são negócios, família são afetos e sócios são investidores". Para uma empresa familiar seguir num caminho crescente, são necessários alguns pontos a serem seguidos, como a superação de paradigmas em itens como controle acionário, laços familiares, posições estratégicas, ausência de liberdade e especial atenção aos atos dos integrantes do comando da empresa. "Esse último item é de extrema importância, porque todo e qualquer ato de algum membro familiar representa o posicionamento da empresa", observa.
A tendência da valorização das empresas familiares, segundo ele muito comum no Brasil, é destaque na Itália, onde o valor das ações representam um acréscimo de 300% em relação às demais. E na Alemanha os juros financeiros são bem menores. Como fundamentos para desenvolver uma empresa familiar, Bornholdt apresenta os quesitos transparência, eqüidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. O evento na ACI teve o apoio da Britcham Brasil.
De Zotti - Assessoria de Imprensa
Em 21/11/2007
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