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Prato Principal na Unidade ACI de Campo Bom debateu sobre taxa de câmbio
Economista mostra que reversão rápida do processo de valorização pode retornar com a inflação
Campo Bom/RS - "O que esperar da taxa de câmbio?" O economista Igor Morais acredita que a reversão do processo de valorização não é uma opção fácil e sem custos, principalmente na atual situação do cenário externo. E mais ainda. Se for alterada de forma abrupta e artificial, não apenas ela, mas um conjunto importante de variáveis pode reagir em sentido oposto ao esperado inicialmente e causar o retorno da inflação. A explicação aconteceu durante o Prato Principal promovido pela Unidade ACI de Campo Bom, nesta quinta-feira (12/07). A abertura do evento foi realizada pelo vice-presidente da Unidade ACI, César Augusto Ramos.
Mais de 50 pessoas participaram da reunião-almoço que teve por objetivo apresentar aos empresários da região uma avaliação sobre a taxa de câmbio, além de mostrar a atual situação brasileira. Para o palestrante, a valorização cambial apenas revelou a falta de competitividade, por fatores estruturais, tais como a tributação elevada, o excesso de burocracia, a infra-estrutura e logística do país e o custo do crédito. "Enquanto as reformas tributária e administrativa e novos e pesados investimentos não acontecerem, temos como opções para melhorar a competitividade nacional, a importação de matérias-primas, máquinas e equipamentos e novas linhas de financiamento", enfatizou Igor Morais.
O economista apresentou a dinâmica da economia internacional, fazendo referência ao crescimento da geração de riquezas em países como a China e a Índia, que simbolizam novos mercados. Mas deixou claro que, um pouco mais adiante, os grandes concorrentes do Brasil deverão se tornar o Leste Europeu e a África, e não a Ásia como hoje está se vendo. "O Brasil nunca teve tantas reservas em caixa. Mesmo tendo as taxas de juros mais altas do mundo, em 12%, é a menor que já tivemos até hoje", acrescenta o economista, demonstrando que os fundamentos da economia são positivos, apesar de ainda elevados. Em maio de 2005, por exemplo, segundo dados do Banco Central, a taxa de juros era de 19,75%. O mesmo se refere à taxa de risco Brasil que, na sua história, nunca esteve tão baixa quanto a que se verifica hoje. Entre 2003 e 2007 teve uma queda de 66%.
| DOWNLOAD DA PALESTRA |
De Zotti - Assessoria de Imprensa
Em 12/07/2007
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