ACI movimenta Novo Hamburgo no Dia da Liberdade de Impostos
Novo Hamburgo/RS - "Quem conhece os tributos que paga sabe os direitos que tem". Com esta afirmação, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, juntamente com a Associação da Classe Média (Aclame) e FIERGS (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), realizou, na segunda-feira (25), a 4ª edição do Dia da Liberdade de Impostos em Novo Hamburgo. O objetivo, segundo a presidente da ACI, Fatima Daudt, foi conscientizar a população dos tributos que estão embutidos em cada produto consumido pelo brasileiro, assim como a necessidade e importância do retorno desses impostos, através de segurança, saúde, educação e infraestrutura. "Não queremos deixar de pagar os impostos. Nossa proposta foi conscientizar as comunidades e os governos, fazendo com que todos saibam a importância desse retorno de valores em prol de cada cidadão brasileiro. É um direito que se tem", enfatizou ela.


O Brasil é o país com um total de tributos mais caro no mundo, sem o retorno devido. A Suécia, por exemplo, tem a maior arrecadação mundial, mas os valores são convertidos em educação, segurança, saúde e outras necessidades públicas para o dia a dia do cidadão. A comissão organizadora do evento, coordenada pela vice-presidente de Comércio da ACI, Vera de Conto, desenvolveu várias ações que contaram com a participação de estudantes, empresários e comunidade. A Caminhada da Conscientização levou centenas de pessoas às ruas, numa participação conjunta com várias entidades, mostrando que todos desejam a aplicação dos recursos pagos através de melhorias para a vida do brasileiro. "Na caminhada a proposta era justamente essa. Temos uma elevada carga tributária e precisamos é o retorno dela", destacou Vera de Conto.
Para simbolizar os 148 dias que o brasileiro trabalha no ano somente para pagar seus impostos, empresários, atletlas e colaboradores pedalaram 148 quilômetros numa bicicleta ergométrica, onde a presidente da ACI Fatima Daudt fez o último percurso. Paralelamente aconteceu a Corrida Maluca dos Impostos, onde 13 equipes formadas por estudantes e empresários, com cinco integrantes cada, decoraram os carrinhos de lomba com motivos tributários e responderam a questões sobre conhecimentos de impostos brasileiros.
Na categoria Malucos I (de 10 a 13 anos) a equipe vencedora foi a Equisanta, do Colégio Santa Catarina; em segundo lugar a equipe Impostômetro, do Colégio Sinodal da Paz; e em terceiro a equipe Turma do Barulho. Na categoria Malucos II (de 14 a 17 anos) os ganhadores foram Os impostores, do Colégio Sinodal da Paz; em segundo a equipe do Senac A Fera dos Impostos; e em terceiro a equipe Porcopança, do Colégio PIO XII. E na categoria Malucos III (18 anos ou mais), a primeira colocação ficou com a Equimposto, da Savarauto, seguida da equipe Sindiloucos, do Sindilojas de Novo Hamburgo, e em terceiro ficou a equipe Super Ação, da Flox Perfumaria. O júri estava composto pela marchand Ana Hauschild, o fotógrafo Everton Rosa, a arquiteta Gládis Killing e os empresários Júlio Camerini e Heinz Drews.



A ACI-NH/CB/EV também participou com um carro decorado, mas isenta da contagem dos pontos, mostrando a participação da equipe da entidade envolvida na ação. Apresentou o carro Carga Pesada, simbolizando o peso de todos os impostos que cada brasileiro precisa pagar anualmente.
PRATO PRINCIPAL - A reunião-almoço na ACI teve como convidado o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, que abordou o tema "Reflexos econômicos, sociais e ambientais da alta carga tributária brasileira: bases para a transformação do círculo vicioso em tributação virtuosa". Citando expressões como Excelência, Reflexão, Transparência, Respeito e Objetivo, o palestrante se referiu ao momento de reflexão que todos os brasileiros precisam passar, buscando a conscientização da alta carga tributária praticada no Brasil. "Temos o sistema tributário mais caro do mundo, o que causa um sentimento de revolta, quando percebemos que o retorno desses impostos não chega. São 61 tributos, 12 impostos e 29 taxas e o aumento é constante", citou ele, complementando que a burocracia tributária que as empresas precisam enfrentar mensalmente é enorme. "Nosso sistema tributário encarece muito a produção. Se não fosse assim, teríamos uma elevação de consumo no país, com mais circulação de riquezas e aumento de desenvolvimento", avaliou Gilberto Amaral. E finalizou afirmando que "tributo na medida certa é remédio, mas em excesso é um veneno".
O presidente da Aclame, Fernando Bertuol, salientou a importância da semente plantada ainda em 2004, na capital gaúcha. "Nosso trabalho vem agregando entidades, como a ACI, desde a época do então presidente Adão Cláudio da Silveira (presente no evento). Estamos cada vez mais fortalecidos e precisamos tomar uma titude em relação a esta alta e pesada carga tributária, revertendo esta situação", conclamou ele ao público presente no Salão de Convenções da entidade, que reuniu mais de 120 pessoas.

O Prato Principal teve o patrocínio da Custódio de Almeida - Marcas e Patentes, Farmácias Hamburguesa, Novo Hamburgo Hotel, O Boticário e Virgínia Imóveis.
PRODUTOS - O Posto Ipiranga Santa Helena (antigo Texaco), filial 1, localizado na Av. Nações Unidas, amanheceu com uma fila de carros e motos, aguardando a liberação de senhas para a aquisição de 3.150 litros de combustíveis que foram comercializados sem a incidência de tributos. De acordo com o proprietário, Marcelo Louzada, a movimentação teve início ainda de mandrugada. "Foram 150 senhas de 20 litros cada, por carro, e 30 senhas de cinco litros por moto, ao valor de R$ 1,25 o litro. No meio da manhã as senhas já estavam encerradas", contou. A Rede de Farmácias Hamburguesa em Novo Hamburgo também comercializou alguns itens sem tributos, que foram adquiridos diretamente nas farmácias.
De Zotti - Assessoria de Imprensa
Em 25/05/2009