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Presidente da Apex afirma que governo anunciará
medidas de desburocratização das exportações

O governo brasileiro deve tomar medidas de desburocratização para incentivar as exportações. As medidas devem ser anunciadas nos próximos dias, segundo o presidente da Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira.

Ele não antecipou o conteúdo do pacote, mas disse que serão medidas de desburocratização. Entidades do setor defendem o aumento de linhas de financiamento, a redução de impostos e a organização da logística nas aduanas. “São propostas de médio e longo prazo que possam estimular a competitividade”, disse Teixeira.

De acordo com o presidente da Apex-Brasil, independente das medidas adotadas pelo governo, alguns setores, só devem apresentar sinais de recuperação no segundo semestre, quando os Estados Unidos e a Europa, mostrarem sinais de recuperação.

Teixeira disse que para se tornar menos vulnerável, o Brasil deve buscar acelerar o processo para exportação e investir em infraestrutura, com o objetivo de reduzir custos da produção. Ele defende que as exportações brasileiras podem se tornar menos vulneráveis às variações do câmbio se o país conquistar mercados e ganhar competitividade.

Segmentos como o de alimentos e minérios, deram sinais de recuperação nos primeiros meses do ano com a alta da moeda estrangeira (que subiu 6,88%, em 2010). Outros setores, no entanto, ainda sofrem com a fraca demanda internacional, como o têxtil e de calçados.

“Qualquer melhora do dólar [da desvalorização do real diante do dólar] traz ganhos. Mas o Brasil não pode deixar de ser um grande exportador por causa das mudanças cambiais. O Brasil tem que conquistar os mercados independente do câmbio”, defendeu o presidente da Apex-Brasil. 

Retomada das exportações - A retomada das exportações brasileiras para o mesmo patamar de antes da crise financeira dependerá da reação dos Estados Unidos e da Europa, segundo Teixeira.

Os Estados Unidos e a Europa são os principais mercados do Brasil junto com a China. Esses países alavancaram as vendas externas do Brasil entre 2007 e 2008, que foram de U$ 197 bilhões no período. A expectativa para este ano é a de alcançar a marca de U$ 175 bilhões. “Não atingiremos a casa dos U$ 200 bilhões se o mercado europeu e americano não se recuperarem”, destacou Teixeira.

“Os Estados Unidos não recuperaram seu poder de compra e muitos analistas internacionais falam que a União Europeia sofre com um rebote da crise, que tem dificuldades sérias na recuperação do nível de emprego e, consequentemente, do consumo das famílias”, explicou.

A invasão de produtos chineses na América Latina também prejudica o comércio externo do Brasil. De acordo com a Apex, entre 2002 e 2008, as exportações brasileiras para a região cresceram 27,2% contra alta de 37,4% da China. (ABr) 

Fonte: www.netcomex.com.br
Data: 22/02/2010



     

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